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Assessment e Coaching, Opinião online

Qual o seu limite?

Vivemos na era da informação, que chega cada vez mais avassaladora devido ao avanço tecnológico, e do trabalho colaborativo. Este é caracterizado pela partilha de ideias e atividades entre os membros da equipa, com o objetivo de alcançar metas e aumentar a produtividade. Contudo, com esse estreitamento das relações interpessoais, os limites muitas vezes não são respeitados.
Com certeza já passou ou presenciou uma situação no ambiente de trabalho, na qual se sentiu profundamente embaraçado, como por exemplo, quando um colega ou colaborador monopoliza a reunião com uma postura de “sabe-tudo” ou chega mesmo a falar mal dos seus pares. Mas, como lhe dizer que tal comportamento o incomoda e que seria interessante mudar?
Primeiro, é preciso entender que nem sempre o seu limite é igual ao do outro. Segundo a psicoterapeuta Katherine Crowley e a estrategista de negócios KathiElster, que desenvolveram um método prático para lidar com as pessoas difíceis e as situações complicadas no local de trabalho, o comportamento está ligado aos limites interpessoais diferentes. Eles demarcam o território emocional e psicológico, ambos invisíveis e consequentemente mais difíceis de serem compreendidos se não forem claramente definidos. Até porque a pessoa, em muitas ocasiões, pode nem perceber que passou da medida.
Logo, para abrir os olhos de alguém com esse perfil e fazer com que ela pare com o comportamento inconveniente, é inteligente adotar um discurso mais humanizado e menos acusatório. Como por exemplo, iniciar a conversa expondo como se sente diante dessas situações e depois pedir que ele adote uma atitude diferente, a qual considera adequada. Percebe a diferença?
Não é simplesmente “apontar o dedo”, afirmando que o profissional possui uma postura arrogante ou até mesmo que causa intriga entre os colaboradores, pedindo que pare. Até porque, ninguém muda ninguém, cada pessoa é responsável e tem o poder suficiente para mudar só a si mesmo. E com uma atitude de acusação irá piorar o ambiente. Para manter o clima saudável é importante que este comportamento seja de “mão dupla”, valendo para ambos os lados, ou seja, se pede a alguém que tenha limites e não invada o seu espaço, também deve tomar cuidado de não avançar o espaço alheio. Caso contrário, corre o risco de ele ter de colocar um limite em si.

Por: Eliana Dutra, CEO da ProFitCoach e primeira master coach certified pela ICF da América do Sul

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