Assessment e Coaching, Formação & Desenvolvimento

Motivação: A Base da Mudança

Perante um mundo volátil, incerto, complexo e ambíguo a capacidade de uma organização se adaptar às mudanças é crítica para o seu sucesso. Peter Drucker afirmou que “a velocidade das mudanças e das descobertas ultrapassa a nossa capacidade de nos mantermos atualizados”, esta é sem dúvida uma realidade do mundo VUCA.
Se antigamente existiam soluções duradouras, nos dias que correm tudo muda a grande velocidade. Perante uma realidade altamente mutável surgiu a necessidade de nos reinventarmos constantemente com foco nos resultados. Todos nós, enquanto profissionais, devemos procurar lidar com as mudanças de uma forma criativa e eficaz.
Por vezes, diz-se que “ninguém motiva ninguém”, pois a motivação é algo intrínseco ao Ser Humano. No entanto, quando confrontados com a possibilidade de uma mudança, seja ela grande ou pequena, todos nós procuramos uma motivação extra para superar o desafio que temos pela frente.
De acordo com a pesquisa de Anders Ericsson, a motivação é o maior preditor do sucesso. Um nível elevado de motivação assegurará uma maior preparação para as mudanças que se aproximam, o que por sua vez irá conduzir a um melhor desempenho e, consequentemente, levará a melhores resultados.
Todos nós temos hábitos profundamente enraizados e mudá-los não é fácil. Em última instância, é a capacidade de nos mantermos motivados para fazer mudanças, significativas e duradouras, que determina se somos ou não capazes de quebrar os hábitos de longa data.
À semelhança do que acontece connosco enquanto indivíduos também nas empresas é necessário que exista motivação para que se consiga inovar. Na verdade, nunca foi tão importante manter o nosso Capital Humano motivado e aberto à mudança, pois quanto mais as nossas pessoas estiverem motivadas, maior será a capacidade da organização responder agilmente às alterações do ambiente externo.
Podemos, assim, concluir que para implementar uma mudança de forma eficaz, quer esta seja a nível pessoal ou a nível organizacional, em primeiro lugar é necessário que exista motivação para tal.
Encontrar motivação para mudar significa manter esforços consistentemente, mesmo nos momentos em que seria fácil desistir. Este é o estado de espírito que nos leva a fazer o possível e o impossível para alcançar os nossos objetivos.
A motivação para mudar começa com o que Jim Taylor intitula de três “D’s”.
O primeiro “D” significa direção. Antes de começar um processo de mudança, primeiramente devemos considerar os diferentes caminhos que podemos seguir. Simplificando, existem sempre três caminhos: podemos fazer mudanças drásticas e imediatas, optar por seguir uma rota mais longa e vagarosa em direção à mudança ou até não mudar absolutamente nada.
O segundo “D” representa a decisão. Com a possibilidade de seguir qualquer um destes caminhos, temos de decidir em que direção realmente queremos ir. Esta escolha irá determinar não só se vamos fazer alguma mudança nas nossas vidas, mas também a quantidade de tempo e esforço que iremos colocar na sua concretização.
O terceiro “D” significa dedicação. Depois de a decisão ter sido tomada, resta dedicarmo-nos a ela. Se decidirmos fazer mudanças significativas na nossa vida, quer estas sejam rápidas ou morosas, é a forma como nos dedicamos e comprometemos a mudar que irá determinar se estas se irão ou não concretizar.
A decisão de mudar não deve ser tomada de ânimo leve, pois não só é preciso determinação e vontade para a fazer, como também é necessário que esta se torne uma prioridade máxima na nossa vida. Somente se nos dedicarmos inteiramente à mudança, é que encontraremos toda a motivação necessária para alcançar os nossos objetivos.
Na verdade, muitas vezes dizemos que queremos mudar, mas existe uma desconexão entre os nossos esforços e os nossos objetivos, ou seja, apesar de dizermos que queremos mudar, os nossos esforços não refletem declaradamente essa motivação.
A existência de uma lacuna entre os objetivos que dizemos ter e o esforço que estamos de facto a fazer para os alcançar é mais frequente do que imaginamos. Sempre que nos apercebamos deste tipo de desconexão temos duas opções: ser menos ambiciosos com os nossos objetivos de mudança ou aumentar os nossos esforços de forma a alcançar os objetivos traçados.
A natureza difícil de fazer mudanças significa que teremos de fazer um esforço muito além do que é divertido ou até mesmo inspirador.
A fase em que as ações necessárias para produzir mudanças significativas se tornam stressantes, cansativas e tediosas intitula-se de “The Grind”. Esta é a fase em que os nossos esforços para a mudança realmente contam, no fundo é o que separa aqueles que são realmente capazes de mudar daqueles que não são. Muitas pessoas que alcançam o “The Grind” desistem porque é demasiado difícil, mas quem está verdadeiramente motivado subsiste e continua a prosperar.
Para concluir, realço que esta é a melhor altura do ano para implementar mudanças, quer estas sejam a nível corporativo ou a nível pessoal, pois é no início do ano que as pessoas se sentem mais motivadas e por isso estão mais propensas a mudar.

“Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças.”
Charles Darwin

10Por: Ana Gandrita, assessora da direção-geral na Vantagem+

Artigos Relacionados

Opinião Online

Find more about Weather in Lisboa, PO

Aprender Magazine

Revista Pessoal

  • REVISTA PESSOAL – MAIO/JUNHO N.º 173

    A edição de maio/junho da revista Pessoal aponta o foco para o tema da atualidade: Privacidade, Proteção de Dados e Cibersegurança. Todos os dias surgem novas ameaças online cujo objetivo principal consiste no roubo ou usurpação de dados de empresas ou simplesmente afetar a sua atividade normal. Os criminosos informáticos são cada vez mais criativos…

Sondagem/Quiz RH

Liderança e Amor terão alguma coisa em comum?

Ver Resultados

Loading ... Loading ...

Colecção Find Out

RHtv