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Ser extraordinário não é suficiente, seja mediano

Nos nossos dias, ser “mediano” tornou-se o novo padrão de fracasso. Multiplicam-se na Internet as frases motivacionais, em que todos merecemos a grandeza, todos somos excecionais/extraordinários.
Absorvidos por esta onda de motivação ninguém se questiona que esta afirmação é em si mesma contraditória, afinal se todos fôssemos extraordinários por definição, ninguém seria extraordinário. No entanto, esta inundação do excecional faz com que as pessoas se sintam piores consigo próprias, fá-las sentir que precisam de ser mais extremas, mais radicais e mais autoconfiantes para que reparem nelas ou tenham efetivamente alguma importância.
Esta obsessão pelo aperfeiçoamento leva a uma crença implacável que será efetivamente capaz de chegar lá. No dia-a-dia passa a reinar a competição em vez da colaboração, nada chega, nunca estamos satisfeitos…
Talvez o desafio será aceitar que a vida será enfadonha, “normal”, morna, sem nada muito digno de nota, mas isso em si mesmo não é um problema, é só a vida… e será uma vida bem mais tranquila…
A pressão diária para se ser fantástico diminuirá e a necessidade de se ter provas constantes de que é extraordinário desaparecerão.
Aceitará a sua condição de humano e focar-se-á em encontrar aquilo que deseja verdadeiramente concretizar, sem expectativas e sem críticas elevadas. Rapidamente conseguirá atingir tranquilidade consigo e com os seus pensamentos. Diminuímos o desespero e a insegurança por não sermos excecionais.
De repente, aquilo que antes lhe parecia vulgar ganha nova forma e tornar-se-á uma experiência básica, mas prazerosa.
O excecional não é o novo normal. Nós somos medianos a maior parte do tempo e assim seremos o resto das nossas vidas. Mas isso é normal. Por isso seja mediano e desfrute!

Por: Vera de Melo, CEO/partner da Your People, empresa do Grupo Your

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