Assessment e Coaching

MUDANÇA: o momento certo!

Entendam como Mudança: alterar, trocar, modificar, transformar… qualquer sinónimo é válido aqui, são livres para mudar para outra palavra desde que vos faça sentido, desde que ressoe ainda mais em vocês!
Até a própria palavra (só! sem mais nada) causa em muitos um formigueirozinho.
Só a ideia, de uma mudança acontecer, faz, abalar o mundo de muitos outros.
Bem, criar um plano de ação para mudar é, realmente, algo desencadeador de uma enorme tensão para uns tantos outros.

A verdade parece ser clara e de conhecimento geral, mudar é mesmo algo inevitável e a mudança é única certeza com que podemos contar.
Todos os dias, da maior à mais pequenina, lidamos com mudanças e transformações. Em nós, nos outros, no mundo!

Por mais que se resista ao tema, que se fuja das conversas, que se evite o assunto, sabemos que se manifesta e está presente em todos os dias das nossas vidas.

Mas afinal, o que acontece para que não aceitemos a mudança?
O que é que o ato de mudar desperta em nós, para que nos condicionemos a um destino que já conhecemos, a uma estrada em que já viajámos?
O que nos prende e agarra?
O que nos impede de arriscar?

Já todos passámos por imensas experiências de mudança, já todos lidamos com isso e, ainda assim, é algo que, a maior parte das vezes e para a maioria, não nos deixa confortável.
Penso que, de alguma forma, acreditamos que estas mudanças nos vão fazer perder algo.
Temos mais dificuldade, em olhar para o que podemos ganhar e experienciar com a situação nova, do que ver o receamos ficar sem.
De que forma, esta rotina e estes hábitos em que nos vemos mergulhados no nosso dia-a-dia, nos fazem sentir seguros, cómodos?
Talvez, seja este conforto e este ‘já-sei-como-é-ou-pelo-menos-gosto-de-acreditar-que-sei’ quem nos impede de dar aquele passo extra, aquele salto no desconhecido.

Quem sabe, senão é mesmo, esta sensação de segurança e esta vontade de não abalar este mundinho em que já sei viver, que não me permite ver uma realidade ainda mais segura, uma realidade que talvez me sirva ainda melhor.

As pessoas parecem-me apertadas, parecem-me contidas, parecem-me esmagadas.
Juro, às vezes parece-me que sufocam nas suas redomas de vidro.
Há momentos, em que estas bolhas que as envolvem estão sob tanta tensão, que parece que vão explodir (e às vezes, só às vezes, explodem mesmo!)

Pode ser só impressão (claro!), mas, se em alguns casos até for verdade, o que impedirá estas mesmas pessoas de mudar, de criar uma nova bolha?

Acreditarem que o que vem é pior do que já há?
Acreditarem que não é assim tão mau viver no médio-baixo da vida só porque já é algo que conhecem?
Acreditarem que não são merecedoras de mais? Ou, quem sabe, acreditarem que merecem mesmo só um pouquinho de toda a felicidade que há?

Penso que, talvez a questão esteja mesmo na abordagem à mudança.
Nas perguntas que fazemos quando esta ocorre, em como nos comportamentos quando vamos em busca destas respostas.
Mudar ou não, é só uma decisão. Só isso. Como por exemplo: adiar ou não o despertador, beber café ou não, responder ou não aquele email…
Mudar é optar por uma nova escolha, um novo caminho.

Mudar é somente um novo percurso que, não invalida todos os outros que já seguimos, que não nos pretende tirar o chão.
Mudar não é ficar sem algo, é olhar para uma nova possibilidade.
Não é o azar da escolha, é a sorte oportunidade.

É no alinhamento com a nossa essência, é na vidinha-a-correr do dia-a-dia que vemos o que nos faz sentido manter. O que nos faz sentido virar o mundo do avesso para que continue o mais semelhante possível.
É no nosso desalinhamento, nas frustrações e desconfortos da vida, nas paragens e confrontos do não-tenho-tempo-para-nada, que identificamos o que não nos cabe, o que poderá dar lugar a algo novo.
É no reconhecimento destes momentos, na triagem destes pensamentos e destas emoções que criamos o nosso cenário ideal, o que está na hora de mudar, o que queremos que permanece.

Ouve-te!
Alinha-te!
É nesse momento que a mudança acontece.
É (sempre!) esse o momento certo.

 

 

Por: Joana Costa Meira 

Artigos Relacionados

Opinião Online

Find more about Weather in Lisboa, PO

Revista Pessoal

  • Revista Pessoal – setembro/outubro n.º 175

    O tema de capa da mais recente edição da revista Pessoal dá conta de uma trilogia de peso na gestão de pessoas: apps, gaming e data. As práticas de gestão de Recursos Humanos desenvolvem-se em contextos onde ferramentas como gamification, data analytics e people management apps podem ser usadas para reforçar e gerir as competências…

Aprender Magazine

  • APRENDER MAGAZINE – DIRETÓRIO DE EMPRESAS DE FORMAÇÃO / 2018

    LEIA AQUI O mercado de trabalho está a fervilhar com novas oportunidades, que não estão, ainda, a ser completamente exploradas. Com o crescimento económico que se tem vindo a constatar no panorama empresarial do nosso país, a procura de mão-de-obra qualificada tem aumentado significativamente. Em alguns setores – com maior destaque para as Tecnologias da…

Livros

RHtv