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Empregabilidade

O termo Empregabilidade foi criado por José Augusto Minarelli, denominando a capacidade do indivíduo inserido no mercado de trabalho, em manter e eventualmente incrementar, a capacidade de responder cabalmente às necessidades e dinâmicas que os novos mercados permanentemente implicam. Assim, face ao surgimento das novas tecnologias, globalização da economia, alteração dos processos produtivos, novas formas organizacionais e de relacionamento organizacional e cultural e outras constantes mudanças, surge a necessidade de resposta adequada, por antecipação, do individuo, de forma a “ter trabalho e remuneração sempre” o que significa “poder/dever ter a capacidade de ter a sua carreira protegida dos riscos inerentes ao mercado de trabalho”.

Geralmente e de forma redutora, pensa-se no assunto “em como posso eu adquiri/deter as competências adequadas, nomeadamente as técnicas”. Aí existe a lógica do “check-list”: determinar a função/setor de atividade em que serão potencialmente requeridos certos “skills” (línguas, informática,..) que terei ou não, e na eventualidade de verificação de alguma insuficiência a terapêutica é criar condições para proceder à alteração no sentido desejado.

Mais recentemente passou a fazer parte do léxico a designação “soft skills”. No conceito cabem características como liderança, trabalho em equipa, sociabilidade, inteligência emocional. Em comum tem o pressuposto das funções serem elas mesmo complexas e interativas na sua consecução e realizarem-se num quadro mais amplo e alargado do foro sistémico e relacional.

Em nosso entender falta acrescentar dois pontos: a tomada de consciência da distância a percorrer para chegar à concordância com os pontos críticos julgados como fundamentais, ou seja, “do que eu sou” e “do que terei que vir a ser”, isto é, a capacidade de análise (auto e/ou apoiada), isenta e distanciada. Só assim será possível tomar as medidas adequadas para reunir o máximo possível de condições para o meu contributo ser desejado pelo mercado e este estar disponível para pagar pelo retorno que eu, com a minha ação, lhe possa proporcionar.

Segue-se que a partir do momento em que eu sou um “bom produto”, tendo real potencial de empregabilidade, devo passar à fase comunicacional pela qual o mercado deve saber da minha existência e quais os saberes (ser, estar, fazer) que me diferenciam e individualizam. Fase última mas não menos importante, deve ser realizada de forma pró-ativa, tornando as iniciativas julgadas convenientes e adequadas (“networking” com decisores de relevo nas áreas de atividade pretendidas,… ) e não ficar à espera que o mercado me venha procurar. Para não morrer na praia…


João Pires da Silva
Senior Partner da EMA Partners Portugal

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