Consultoria

A figura rara do consultor

Desde há décadas que as empresas de serviços um pouco por todo o mundo criaram uma figura rara à qual apelidaram de “consultor”. O modelo começou nos Estados Unidos da América e teve tanto sucesso que o termo banalizou-se, distorceu-se e nos dias que correm, qualquer empresa ou indivíduo que presta serviços é apelidado de “consultor”.

A necessidade surge no contexto de um conjunto de problemas de negócio e gestão muito específicos para o qual existiam poucas pessoas com experiência e competência suficiente para o diagnosticarem e tratarem, porém o sucesso da colaboração converteu-se rapidamente num modelo de negócio muito rentável para muitas pessoas e organizações.

Assim, um consultor é declaradamente o “médico” das empresas, o qual diagnostica um problema, os respetivos sintomas na tentativa do entendimento profundo das causas que o originam, e face a estas, traça um plano de intervenção efetivo. Ao longo do processo ficam para trás os dogmas, os pressupostos, as opiniões emocionais, prevalece a lógica, o método indutivo/dedutivo e a força dos factos, da experiência ou da inteligência de grupo.

Dotados de uma curiosidade agressiva e de uma profundidade analítica invejável, os consultores vão viajando com a ferramenta “porquê” ao longo do processo, recolhendo dados, evidências, relações e diagnosticando, recomendando e intervindo. O princípio da humildade intelectual e o fazermos o “reset” a toda a carga emotiva são condições obrigatórias em todo este processo. É por isso fundamental a independência e a isenção de alguém face ao fenómeno em causa.

O consultor é movido pela paixão, pelo desempenho, pela previsibilidade, pela participação ativa na empresa e por uma visão positiva do mundo. O consultor acredita que pode transformar o mundo, que pode acrescentar valor em tudo que o interceta, numa postura insaciável de procura pela excelência. No caminho constrói relações de confiança através de uma postura de ímpar profissionalismo e empatia. Desenvolve continuamente a sua equipa e quem o rodeia, ensina, dá o exemplo e transforma o problema do outro no seu problema.

Principias Comportamentos do Consultor

Conduz, não é conduzido

Orientado à solução, não ao problema

Derruba barreiras para construir pontes

Persegue o objetivo e faz acontecer

Aprendizagem contínua

Planeia e prioritiza o trabalho

Desenvolve continuamente os outros

Dá o exemplo em todas as situações em que participa

Apaixonado pela qualidade do resultado

Desenvolve empatia nas relações

Não faz perguntas, apresenta sugestões/opções

Inova, concebe e desenvolve

Projeta o sucesso na sua equipa

Está sempre no modo ativo

Leandro Pereira,
Professor auxiliar do ISCTE-IUL e presidente do PMI Portugal

 

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