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O parente pobre das organizações portuguesas – Gestão dos Recursos Humanos

Em Portugal, infelizmente, a realidade em relação aos Recursos Humanos nas organizações ainda se encontra numa fase bastante antecedente à de outros países (e.g., países nórdicos). A ideia que vigora é a de um país que revela algum atraso, quer na introdução da função quer na adoção das suas conceções mais modernas. Há pouca apetência para a inovação social e organizacional. Melhorámos, não digo que não, mas muita coisa há ainda por fazer. Verifica-se que a maior parte das nossas organizações – em Portugal! – entendem que a gestão de Recursos Humanos tem apenas um caráter meramente administrativo (e.g., processamento de salários, processos de despedimento), ideia equivocada! Muito há a obter de uma boa gestão das pessoas que fazem parte de uma organização, limitarmos o seu potencial a questões administrativas é comprometer a eficiência e a eficácia que uma organização poderá dar. A gestão de Recursos Humanos deixou de exercer na organização uma função meramente administrativa para adquirir um estatuto estratégico – ser o braço direito da direção.
É do nosso conhecimento que nos inícios do séc. XXI os recursos mais importantes, ao contrário do que acontecia no início do séc. XVIII não são os financeiros, são as pessoas. O capital intelectual de uma organização nunca atingiu um estatuto tão preponderante quanto o de hoje nas organizações. São os indivíduos de uma organização que fazem a diferença e permitem o atingir de objetivos ao seu mais alto nível. Os desafios que o séc. XXI proporciona às organizações, sejam eles de caráter económico, tecnológico, politico, legal, etc., face aos quais as organizações mobilizam todos os seus recursos, deve, sem dúvida alguma, estender-se aos Recursos Humanos. Gerir pessoas nas organizações é diferente se tivermos em consideração todos os aspetos contextuais que ocorriam/ocorrem no séc. XVII; XIX; XX e XXI. A renovação das práticas de gestão de Recursos Humanos é imprescindível num ambiente turbulento e em mutação permanente. A necessidade em se compreender os processos individuais (e.g., stress ocupacional, motivação, satisfação, contrato psicológico), grupais (e.g., gestão de conflitos, liderança, tomada de decisão) sistémicos (e.g., comunicação, mudança e gestão da mudança) nas organizações é fundamental, a par, obviamente, com as técnicas e instrumentos mais recentes de gestão de Recursos Humanos (e.g., formação, staffing, gestão de carreiras, avaliação do desempenho, análise de competências). Todas estas atividades surgem como resposta às pressões do ambiente externo em que as organizações atuam, as quais determinam a necessidade em se gerar uma reação estratégica que lhes permita sobreviver no mercado. Que departamento é responsável por estas atividades? O departamento de gestão de Recursos Humanos/Pessoas.
Não é uma organização que faz as pessoas, são as pessoas que fazem uma organização! Saber como, porquê, quando, o quê e onde intervir no que diz respeito aos Recursos Humanos/Pessoas é estratégico e não, como infelizmente acontece na maioria das organizações portuguesas, uma função meramente de caráter administrativo.

Aposte na gestão de Recursos Humanos/Pessoas da sua organização!

Por: Ana Pinto, professora universitária e consultora em Recursos Humanos
facebook.com/anapintopage

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