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Oportunidades disfarçadas

Aproxima-se a época natalícia. Mais um Natal? Não, este é o único natal que existe no ano de 2017. A oportunidade de renovar esperanças, imaginarmos sonhos a ganhar vida, sermos surpreendidos… Está presente em nós todos os dias do ano, mas o Natal dá aquele toque especial que só esta época tem, certo? O ano de 2017 pode não ter sido o melhor, e perante situações menos boas, lembremo-nos, ficou a aprendizagem. Acredito que o ser humano tem a capacidade de se reinventar não importa quão profunda seja a crise pela qual passa. Julgo que haverá sempre espaço na nossa vida para enganarmos as dificuldades e encontrarmos formas de sermos felizes.
O ideal seria nós não passarmos por nenhum tipo de crise, a nível pessoal e profissional, mas acreditar nisso é acreditar numa utopia. Elas existem! (crises). Por incrível que pareça as dificuldades podem ser um aliado no caminho para o sucesso, e é nesse ponto que me quero focar. As dificuldades permitem-nos repensar as nossas visões, obrigam-nos a pensar diferente, a tomar decisões que de outra forma não tomaríamos. Vejamos dois exemplos: um a nível pessoal e outro profissional. Inspire-se e ganhe a força necessária para ser a pessoa que sempre quis ser.

- Nível pessoal:
“Meu prezado senhor, direi apenas algumas palavras. A vida fez de mim um homem bem familiarizado com as deceções. Aos 23 anos, tentei um cargo na política e perdi. Aos 24, abri uma loja que não deu certo. Aos 32, tentei um negócio de advocacia com amigos, mas logo acabámos a sociedade. Ainda naquele ano, tive um grave colapso nervoso e passei um bom tempo no hospital. Com 45 anos, disputei uma cadeira no Senado e não ganhei. Aos 47, concorri à nomeação pelo Partido Republicano para a Eleição Geral e fui derrotado. Aos 49, tentei o Senado e fracassei novamente. Mas, aos 51 anos, finalmente, fui eleito presidente dos Estados Unidos da América. Por isso, não me venha falar de dificuldades ou fracassos. Não me interessa saber se falhou. O que me interessa é se soube aceitar a dificuldade. Todos os infortúnios que vivi tornaram-me um homem mais forte, ensinaram-me lições importantes. Aprendi a tolerar os medíocres; afinal, Deus deve amá-los, porque fez vários. Aprendi que os princípios mais importantes podem e devem ser inflexíveis. Aprendi que, quando se descobre que uma opinião está errada, é preciso descartá-la. Aprendi que a melhor parte da vida de uma pessoa está nas suas amizades. Aprendi que nunca se deve mudar de cavalo no meio do rio. Se vive um momento temporário de fracasso, posso afirmar, com a certeza da minha maturidade, ou dolorosa experiência, que você jamais falhará se estiver determinado a não o fazer. Por mais que encontre dificuldades pelo caminho, não desista. Saiba que o campo da derrota não está povoado de fracassos, mas de homens que caíram antes de vencer.

Sinceramente,

ABRAHAM LINCOLN
16.º presidente norte-americano”.

- Nível profissional:
Estávamos no final do seculo XIX. A situação económica dos Estados Unidos não se encontrava na sua melhor forma. Havia ameaça de recessão, muitos desempregados e pouco poder de compra. Com 16 anos de idade David tentava ganhar a vida – vender enciclopédias de porta em porta – em Nova York longe da casa dos pais. As donas de casa quando o viam, com as enciclopédias debaixo do braço, rapidamente lhe diziam: “Não estou interessada. Obrigada.”
David tinha um amigo farmacêutico, mais velho e experiente, que o aconselhava que as mulheres da época não se interessavam por livros, o que elas queriam era ficar mais bonitas e atraentes. Este conselho deu uma ideia a David: “E se eu oferecesse brindes, sei lá, por exemplo, um perfume? Será que as mulheres se interessariam mais pelas minhas enciclopédias?”. Com a ajuda do seu amigo farmacêutico chegaram a uma fragrância que ambos julgaram agradável. David comprou pequenos frascos de vidro e colocou neles a fragância. O resultado obtido é que as donas de casa já permitiam serem abordadas acerca da vantagem da aquisição das enciclopédias – enquanto experimentavam o perfume e o colocavam nos pulsos ou atras das orelhas – mas no final nenhuma comprava as enciclopédias. Pediam, no entanto, uma vez que o perfume era um brinde, se podiam ficar com ele.
David sentiu um misto de alegria e deceção. Alegria porque a ideia do brinde tinha dado certo: as clientes permitiam ser abordadas; deceção, porque não conseguia vender as enciclopédias. Perante a situação David foi obrigado a repensar o seu plano: “E se em vez de vender enciclopédias vendesse perfumes?”. Foi assim que David McConnell criou a Avon. As vendas de porta em porta foram um sucesso. A oferta de produtos rapidamente passou de perfumes, a cremes, champôs, etc. Provavelmente David McConnell não sabia, mas, ao oferecer cosméticos e perfumes em casa das clientes, estava a popularizar um artigo que, naquela época, era restrito às classes abastadas. Outra razão para o rápido crescimento da Avon foi a comodidade: mulheres que trabalhavam em casa estavam tão ocupadas com os seus afazeres que não encontravam tempo para cuidar de si mesmas. Pessoas a irem a casa delas mostrar o que poderiam fazer para se sentirem melhor consigo mesmas, foi uma ideia genial!

Votos de um Feliz Natal e Próspero Ano Novo de 2018!

Por: Ana Pinto, professora universitária e consultora em Recursos Humanos
facebook.com/anapintopage

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