Consultoria, Formação & Desenvolvimento

Um horizonte inspirador

A importância do histórico de cada colaborador confere às lideranças o material com o qual se faz o planeamento das atividades executadas diariamente, e com alguns ajustes oportunos, o passado é capaz de apoiar o presente. Mas e quanto ao futuro? Embora seja fundamental olhar para trás e usar o acervo profissional dos colaboradores, o que dizer a respeito do potencial a ser desenvolvido, e que pode gerar não apenas um guia aos objetivos corporativos, mas uma meta altamente motivadora. Afinal, vislumbrar horizontes inspiradores na vida laboral não é motivo de sobra para se animar, recrutando força de vontade, persistência e otimismo?
Mas não é uma tarefa simples, pois implica diretamente no esforço de se obter muitas informações de cada profissional. Não superficialmente, pois quantos planeamentos murcharam em experiências frustrantes que nem lindas flores no vaso a sofrer com a falta de raiz. Assim, a dificuldade exigente repousa sobre o convívio que visa a conhecer detalhes essenciais das pessoas: as suas reais motivações (inclusive, em certos casos, ajudá-las a descobrir, através das suas formas de encarar o mundo, os seus pontos de vista, crenças, etc.); o autoconhecimento (por meio de treinamentos, cujas dinâmicas proporcionem a autoavaliação aprofundada e rotineiramente mais frequente); o perfil de liderança (baseado no tipo de temperamento que caracteriza cada um, mais voltado aos relacionamentos interpessoais, por exemplo, ou focado no gerenciamento, com controle e resultados); entre outros aspetos.
Trata-se, pois, de robusta pesquisa contínua a respeito dos itens que devem ser considerados na hora de projetar o “passo a passo” que tem por alvo o desenvolvimento do potencial do colaborador, inspirando-lhe, natural e decorrentemente, o avanço pelo horizonte que se instala à sua frente.
Mais: o facto de o colaborador sentir que é conhecido mais consistentemente, e que se encaixa mais legitimamente em simpática adequação aos planos organizacionais, podem estimular o sentimento de que se é reconhecido, pois é na proximidade quotidiana que se estabelece o relacionamento capaz de gerar substancial apego, o dispositivo biológico e psíquico aperfeiçoado pela natureza ao longo de muito tempo evolutivo, e que é afeito aos cuidados que lhe são pertinentes. O que se observa, pois, é um equilibrado convívio que se baseia no conhecimento da natureza humana e no autoconhecimento, unindo forças em prol de finalidades que sustentem e promovam a vida profissional, a qual se torna cada vez mais complexa justamente pela natureza da evolução.

1Por: Armando Correa de Siqueira Neto, psicólogo corporativo e mestre em liderança

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