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Criar para sobreviver: como podem os programas de reconhecimento acelerar a inovação

A correlação entre inovação e sucesso nunca foi tão forte. Os empregadores podem favorecer a implementação de um ambiente criativo necessário para o crescimento da empresa, dando aos colaboradores a oportunidade de inovar, reforçando o seu compromisso e manifestando o reconhecimento.
Nunca como hoje a inovação no trabalho foi tão estratégica. Enquanto o progresso tecnológico transforma os modos de vida e os métodos de trabalho, as empresas que sabem fomentar uma cultura de criatividade distinguem-se daquelas que são menos hábeis a explorar o potencial dos seus colaboradores.
A ideia, aparentemente simples, é estimular a inovação através de incentivos. Acontece que a chave para um crescimento sustentado exige que se cultive um ambiente dinâmico, que dê aos colaboradores a oportunidade de criar e permita que as boas ideias façam o seu caminho.
Como podem os empregadores atingir este objetivo?

A importância da flexibilidade
O primeiro ponto a reter é que a flexibilidade já não é um luxo. Os gigantes de Silicon Valley compreenderam que para fazer florescer boas ideias, é necessário dar espaço e tempo aos colaboradores. A iniciativa dos 20% de tempo livre, que valeu muitos elogios à Google, deu luz a grandes êxitos comerciais como o AdSense e o Gmail. O “InCubator” do LinkedIn funciona com base no mesmo princípio, ao dar aos programadores a possibilidade de apresentar grandes ideias à direção. A Apple, por seu lado, implementou o programa “Blue Sky”, que permite a uma parte do pessoal dedicar duas semanas por ano aos seus projetos pessoais.

A necessidade de compromisso
Parece uma ideia evidente: os colaboradores têm poucas hipóteses de inovar se não se sentirem ligados à sua organização. Segundo um estudo de Krueger & Killham (2007) publicado na revista Gallup Management Journal, 59 % dos colaboradores comprometidos afirmam que é do seu trabalho que “nascem as ideias mais criativas”, enquanto que esta afirmação é partilhada por apenas 3% dos colaboradores que não se sentem ligados à empresa.

Recompensas e reconhecimento criativos
Em matéria de reconhecimento, as recompensas financeiras são apenas uma opção entre várias outras, e muitas empresas experimentaram com sucesso diferentes estratégias de motivação. A 3M, por exemplo, conta antes de mais com o reconhecimento dos pares para estimular a inovação, através do “Technical Circle of Excellence Award”. Os autores de inovações notáveis, designados pelos seus colegas, ganham o direito a uma estadia no centro de retiro da empresa, no Minnesota. O Banco Mundial também elaborou uma cultura que valoriza a inovação, ao recompensar as soluções criativas dos seus colaboradores e de outras organizações de combate à pobreza. Organiza também “feiras do conhecimento”, ou “knowledge fairs”, para encorajar a curiosidade e a colaboração.
Para organizações com práticas exemplares como a NASA ou a Millennium Pharmaceuticals, o timing é crucial. A exploração do espaço ou o lançamento de um medicamento no mercado podem levar décadas. É, por isso, fundamental reconhecer os esforços dos seus especialistas no momento em que são produzidos.
Por exemplo, na L’Oréal USA, a diversidade e a inclusão são considerados fatores necessários à criatividade. É este o sentido da sua fórmula de gestão da diversidade: “Diversidade + Inclusão = Inovação + Sucesso”. Esta visão impregna várias funções na empresa, desde o recrutamento até às vendas, passando pelas atividades comunitárias.
Não existe hoje uma receita milagrosa para reconhecer e recompensar a inovação. Cabe também aos empregadores desenvolver a sua criatividade, mobilizando um conjunto de medidas de incentivo. Em paralelo, a oferta de RH também deve favorecer este ambiente propício à inovação, dando-lhe espaço para se desenvolver, favorecendo o engagement e também a diversidade.

Texto: Sodexo Portugal
Foto: Sodexo

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