Compensações e Benefícios, Consultoria

Já calculou a sua FIO – Felicidade Interna Organizacional?

Nos dias de hoje, a aparência da grande maioria das pessoas é tristonha, cansada, atormentada. Apesar da retoma, a crise económica e financeira ainda se sente no dia-a-dia das pessoas e das organizações. Os media reforçam esta imagem algo catastrófica da nossa sociedade, realçando quase só o que de negativo se vai passando.
Mais importante ainda, instalou-se de forma generalizada um sentimento de vazio, face à enorme incerteza sobre o futuro e a ideia de que ninguém é verdadeiramente responsável, ou responsabilizado, seja sobre o que for. Um vazio que se experimenta também nas organizações, cada vez mais crispadas na luta pela mera sobrevivência, ou pelo alcance de resultados atraentes só para alguns stakeholders.
O medo do amanhã transformou-se numa “doença” que tolhe os movimentos e impede de agir e de lutar pelos ideais que se defende. Verdadeiros líderes não sabem mais como agir, que estratégias utilizar para alcançar os resultados tão almejados. Numa era de mudança, as estratégias utilizadas outrora não permitem alcançar os mesmos resultados e o receio instala-se.
Rapidamente, procuramos incansavelmente estímulos de qualquer natureza que permitam acreditar que “afinal pode haver alguma esperança”. Estamos sempre disponíveis para comprar referenciais de motivação, e para criar um capital de crença no futuro, a partir do que nos é exterior, acreditando que a esperança está, por natureza, nos atos ou nas palavras de outros, que eu perceciono como sinais positivos.
A esperança torna-se assim uma capacidade de não fazermos uma leitura catastrófica da realidade vivida, de não nos obstruirmos com os acontecimentos. Exige iniciativa consciente, empenho profundo, hoje, já! Não se trata de conseguir imaginar um futuro melhor, de idealizar um amanhã preferível, de saber teorizar cenários realistas. Esperança pressupõe liberdade e confiança.
A verdadeira esperança é, portanto, algo raro, mas que urge desenvolver e impregnar nos estilos de liderança dos líderes das organizações. Mas como?
A resposta apesar de complexa é imediata: que cada líder se torne um embaixador da Felicidade Interna Bruta (FIB) na sua organização.
Mas o que é a FIB – Felicidade Interna Bruta?
Em 1972, em resposta a críticas que afirmavam que a economia do seu país crescia miseravelmente, o rei do Butão criou o conceito de Felicidade Interna Bruta. Este conceito baseia-se no princípio de que o verdadeiro desenvolvimento de uma sociedade humana surge quando o desenvolvimento espiritual e o desenvolvimento material estão em sintonia.
Dividida em nove categorias: Bem-estar psicológico, Saúde, Uso do Tempo, Vitalidade comunitária, Educação, Cultura, Meio Ambiente, Governação e Padrão de vida.  Mais do que um indicador deve ser um catalisador da mudança organizacional, uma forma de unir pessoas, empresas e sociedade num objetivo comum.
Sabemos que esta solução não tem uma lista de ações imediatas, talvez porque a felicidade não se cria e pronto, exige ações contínuas, alicerçadas e focadas.
No entanto, lanço o desafio de nas organizações promovermos continuamente a Felicidade Interna Organizacional. Ter em consideração nas políticas que definimos de Recursos Humanos, além dos aspetos económicos, conceitos culturais, psicológicos, espirituais e ambientais. Aliás, acho que podemos ir mais longe e criar o conceito de FIO – Felicidade Interna Organizacional. Este conceito focar-se-á em promover no seio da organização dois aspetos-chave da felicidade interna bruta: o bem-estar psicológico e o uso do tempo.
Da mesma forma que reforçamos o tangível do trabalho dos nossos colaboradores com o paycheck, o ordenado, quantificando o valor do cumprimento do descritivo de funções, também é possível quantificar a promoção do FIO com ações, atitudes e comportamentos: reforçando o Salário Emocional. Esteja genuinamente atento aos seus colaboradores, às suas personalidades, preferências. Se o seu colaborador é um apaixonado por futebol, e se está a ser ele próprio um campeão no seu trabalho, seja, por exemplo, flexível naquele dia e deixe-o ir preparar-se com calma para o serão. Surpreenda-os e surpreender-se-á! Mas lembre-se: a felicidade não pode ser comprada, apenas promovida. E sempre num contexto de continuidade. É preciso ser praticada todos os dias.
Nem tudo é feito de números, mas tudo se mede por números, por isso vamos criar um número que reflita mais do que um, a Felicidade Interna Organizacional.

Vera de Melo_ CEOPartner Your PeoplePor: Vera de Melo, CEO/partner da Your People, empresa do Grupo Your

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