Compensações e Benefícios, Consultoria

Valorizar os Benefícios Extrassalariais

Todos os indicadores apontam para o impacto cada vez mais limitado da remuneração pecuniária na motivação dos colaboradores, não só por corresponder a uma expectativa de nível básico como, no atual contexto de redução da taxa de desemprego, ser um fator que tem vindo a diminuir a sua importância relativa. De acordo com um estudo recentemente realizado pela Sodexo, que avalia as medidas de qualidade de vida que maior retorno geram para as empresas, a remuneração surge mesmo no terceiro lugar.
Na realidade, melhores benefícios e maior flexibilidade e adaptabilidade, são os fatores que mais contribuem para uma maior motivação e envolvimento dos colaboradores, desempenhando um papel com crescente relevância no sucesso das organizações de todo o tipo. Esta tendência, reforçada pela também crescente importância que as áreas da saúde, educação ou apoio à família têm na sociedade, a par de um menor poder de resposta do Estado enquanto tradicional agente de suporte, tem levado a que muitas das preocupações relacionadas com estes aspetos mais sociais sejam transferidas para a esfera das empresas e da relação laboral.
Por outro lado, a política de benefícios das empresas é igualmente determinante na captação dos melhores Recursos Humanos pelo que o conhecimento do mercado e do perfil dos colaboradores, assim como uma oferta diversificada e focada na real qualidade dos benefícios atribuídos, são aspetos essenciais na sua definição e, sobretudo, na sua valorização por parte dos seus destinatários.
Com efeito, os benefícios e as soluções à disposição das empresas têm, cada vez mais, de corresponder aos elevados níveis de exigência dos colaboradores ou candidatos para que constituam um verdadeiro fator de atração e retenção de talentos. Um seguro de saúde, um programa de formação ou um cartão refeição só representam um efetivo benefício se os colaboradores lhe reconhecerem valor e se responderem efetivamente às suas necessidades pelo que as decisões e escolhas das empresas devem ter em consideração não só o tipo de benefícios que pretendem atribuir como a sua qualidade e as condições em que são comunicados, disponibilizados e utilizados, durante todo o seu ciclo de vida.
A atenção ao indivíduo no quadro da criação e manutenção de uma política de benefícios, assim como a inovação e qualidade associadas aos instrumentos e opções de recompensa são, por isso, essenciais na perceção da sua valorização enquanto drivers motivacionais.

Texto e ilustração: Sodexo Portugal

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