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Escolas e Universidades, Formação & Desenvolvimento

Gerir talento num contexto cada vez mais competitivo e dinâmico

O contexto em que a grande maioria das empresas opera tem-se vindo a alterar significativamente nos últimos anos. Cada vez mais, estas funcionam em contextos dinâmicos, onde as mudanças são inesperadas, os avanços tecnológicos quase constantes e a competição global. Curiosamente, um dos paradoxos que melhor caracteriza a gestão nos dias de hoje é precisamente a necessidade de assegurar uma certa continuidade organizacional, mantendo viva a história, os feitos e os desafios enfrentados, ao mesmo tempo que se procura novas formas de colocar a estratégia em prática, ajustando a organização ao contexto e promovendo mudança. No entanto, muitas vezes, os gestores vêm este paradoxo (agora vs. depois) como uma equação “ou-ou”: ou se preocupam em atingir os objetivos a curto-prazo, ou dão atenção ao desenvolvimento de competências a longo-prazo. Ou criam rapidamente valor para o acionista, justificando assim o esforço de mudança, ou mudam a cultura a longo-prazo para que as novas competências sejam integradas e institucionalizadas.
As organizações que conseguem gerir esta tensão e transformá-la numa equação “ambos-e” – ambos o curto e longo-prazo são importantes para o sucesso e sustentabilidade das organizações – são as que conseguem lidar de forma mais eficiente com este contexto dinâmico, promovendo assim a verdadeira aprendizagem organizacional. Quem descurar um dos lados desta equação passará por dificuldades, agora ou mais tarde. Neste contexto, o desafio de atrair, desenvolver e reter as pessoas certas, bem como de tirar o máximo proveito do seu talento em prol da organização, não pode ser subestimado. No fundo, é uma questão de saber e conseguir gerir o talento que existe ao seu dispor. Mas embora o tema do talento apareça frequentemente nos fóruns de discussão académicos e do mundo da gestão, continua a ser apresentado como um dos principais desafios identificados pelos gestores de RH.
A elevada incerteza que caracteriza o contexto macroeconómico atual é uma das razões pela qual a gestão de talento é simultaneamente tão importante e tão difícil de colocar em prática. Um estudo realizado em 2013 pela CEB (entretanto adquirida pela Gartner), mostrava como apenas uma em cada quatro organizações conseguiam de facto integrar as suas práticas de gestão de talento nos seus objetivos estratégicos. Esta dificuldade trouxe, uma vez mais, o tema para a ribalta, sendo discutido em dois artigos publicados em 2016 por consultores na Harvard Business Review. No primeiro artigo, Todd Warner chama a atenção para o facto de muitos programas de gestão de talento ignorarem o papel do contexto e cultura em que se integram e acabarem por ter um efeito oposto ao pretendido, criando organizações em que o conformismo e a familiaridade imperam, ao invés da criatividade, inovação e pensamento divergente. No segundo artigo, Ron Ashkenas argumenta que este aspeto da vida organizacional é de tal forma importante que não deve ser deixado apenas para o departamento de RH, sendo imperativo o envolvimento de todos os stakeholders para que não se torne numa questão secundária (e da qual o departamento de RH é o único responsável…). Resumindo, uma boa gestão de talento é fundamental, mas é cada vez mais difícil de colocar em prática.
Ao ser confrontada com estes desafios e com o desejo de contribuir para uma melhor gestão do capital humano, a Nova SBE Executive Education investiu numa pós-graduação em Gestão de Pessoas e Talento. Esta pós-graduação procura, com uma visão extremamente pragmática, aprofundar os conhecimentos de liderança e gestão de talento, bem como aplicá-los a diversos contextos chave (gestão de mudança, gestão de equipas transculturais). Ao longo deste processo daremos igualmente relevância ao desenvolvimento pessoal (comunicação, coaching e managing upwards) enquanto instrumento para uma gestão pessoal e interpessoal mais eficaz. A nossa abordagem está alinhada com a perspetiva de Peter Drucker que afirmava que o desenvolvimento de talento é a tarefa mais importante de um negócio – é a condição sine qua non da competição na economia do conhecimento.

2Por: Pedro Neves, Nova School of Business and Economics

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