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Entrevistas, Escolas e Universidades, Tecnologias de Informação

Uma parceria estratégica na área do Ensino e da Investigação

Foi assinado, no dia 30 de janeiro deste ano, um protocolo entre a FFUL – Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa e a tecnológica Glintt, cujo objetivo é reforçar as competências curriculares dos alunos ao nível da utilização das tecnologias de informação e da compreensão do seu potencial de negócio, promovendo a aproximação entre o meio universitário e a realidade empresarial.
Através deste acordo, serão ainda desenvolvidos mecanismos de cooperação técnico-científico e de investigação que promovam a participação conjunta da comunidade académica e de quadros da Glintt em atividades cujos resultados tenham potencial de translação para os mercados de atuação da empresa.
A propósito desta parceria, estivemos à conversa com Matilde Fonseca e Castro, diretora da FFUL, sobre as oportunidades proporcionadas aos alunos a nível de experiência em contexto profissional.

RHonline (RH): Em que contexto e com que objetivos foi criada a parceria com a Glintt?

Matilde Fonseca e Castro (MFC): O protocolo com a Glintt foi criado no sentido de promover a aproximação entre o meio universitário e a realidade empresarial e desenvolver mecanismos de cooperação técnico científicos e de investigação que promovam a participação conjunta da comunidade académica e de quadros da Glintt. Esta parceria combina competências disciplinares desenvolvidas pela FFULisboa com a especialização tecnológica em serviços e infraestruturas desenvolvidos pela Glintt.

2RH: Que mecanismos de aprendizagem serão desenvolvidos a propósito deste protocolo?

MFC: Esta parceria pretende contribuir para o desenvolvimento de uma cultura de cooperação e de responsabilidade similares ao contexto empresarial, aberta à partilha de informação e à melhoria contínua. Pretendemos que os jovens possam ter um vislumbre da realidade do mercado de trabalho ainda durante o curso. Para tal, trabalhamos em duas linhas de atuação: a fase “pré-graduada”, que reforça competências curriculares ao nível da utilização das tecnologias de informação e da compreensão do seu potencial de negócio (ex.: analytics/modelos preditivos); e a fase “pós-graduada”, que atualiza e/ou aprofunda competências em tecnologias de informação, nos formatos mais adequados e recomendados pela faculdade (ex.: workshops, programas imersivos de curta duração, pós-graduações).

RH: Qual a importância das tecnologias de informação e a respetiva compreensão do seu potencial de negócio para os jovens recém-licenciados?

MFC: Num mundo global, o desenvolvimento de tecnologias de informação e comunicação e a sua correta utilização constituem um desafio em todas as áreas, incluindo a área da Saúde. A utilização de software nas Farmácias (gestão racional de custos, posologia, indicações terapêuticas, reações adversas, interações medicamentosas, entre outras), na gestão farmacêutica hospitalar (dados de compras, stocks, consumo, perfil clínico dos doentes, caracterização do medicamento, entre outros), no registo e integração de bases de dados clínicos, de monitorização de biomarcadores, na avaliação económica de tecnologias da saúde, na inovação tecnológica, na utilização de equipamentos, na gestão estratégica de empresas, na pesquisa científica de informação e nas redes de comunicação são um pequeno exemplo da importância destas tecnologias na atividade do futuro Farmacêutico, qualquer que seja a futura atividade profissional.
A mais-valia de conhecimentos nesta área, será um aspeto fundamental para o seu curriculum.

3RH: Num mundo cada vez mais competitivo e focado nos resultados, a aproximação entre o meio universitário e a realidade empresarial torna-se obrigatória?

MFC: Evidentemente. Acreditamos que este tipo de ações e parcerias são uma forma de aportarmos valor aos nossos alunos. Estes saem mais preparados e com mais certezas do que pretendem do mundo do trabalho, tendo todas as bases para serem excelentes profissionais.

RH: Nesse sentido, que importância tem esta parceria para a FFULisboa?

MFC: É uma parceria estratégica que irá trazer aspetos muito relevantes na área do Ensino e da Investigação.

RH: Tendo em conta todo o trabalho desenvolvido pela FFU Lisboa no sentido de criar valor para os seus alunos através deste tipo de protocolos, que resultados conseguem já identificar?

MFC: Encontra-se já efetuado o projeto de dinamização do laboratório de Sócio Farmácia, aproximando-o da realidade do mercado, incluindo as ferramentas de gestão à disposição do farmacêutico de oficina, aportando as capacidades da Glintt, enquanto fornecedor integrado (one-stop-shop) das farmácias, desde o desenho de espaço até às soluções tecnológicas. O projeto contemplou:

  • Redesenho de layout do espaço da sala de aula;
  • Produção e instalação do novo mobiliário (ex.: balcão, “ilhas”, …);
  • Instalação e integração de equipamento IT e solução vídeo contribuindo para melhorar os resultados das aulas práticas pela visualização das demonstrações efetuadas no Posto de Trabalho;
  • Integração / atualização das soluções IT de apoio à gestão de farmácia como sejam SIFARMA, SIFARMAGest e Profiler.

Encontra-se em fase de preparação, em articulação com o Conselho Pedagógico, a criação do Prémio Glintt a atribuir a estudantes do mestrado integrado em Ciências Farmacêuticas que, no seio das unidades curriculares do Departamento de Sócio Farmácia, consigam apresentar um projeto inovador em áreas específicas de interseção entre ciência e tecnologia e com interesse económico relevante no âmbito da Saúde.
A Glintt tem vindo a proporcionar à Faculdade equipamentos relacionados com o ambiente real de uma Farmácia e do seu papel na área do uso racional, da qualidade e segurança do Medicamento, bem como da importância dos Cuidados Farmacêuticos. A simbologia de uma mimetização de um espaço Farmácia, tem vindo a contribuir para a divulgação da Faculdade e da missão do Farmacêutico junto de um público jovem que procura nos certames nacionais a sua área de ingresso no ensino universitário.
A partir de 2017-2018, a Glintt irá facultar à FFULisboa locais para estágios extracurriculares, contribuindo para o desenvolvimento na comunidade académica de uma cultura de cooperação e de responsabilidade similares ao contexto empresarial.

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