Escolas e Universidades, Formação & Desenvolvimento

O “comboio da mudança” não espera por ninguém

A aprendizagem é uma função que não está, nem deve estar, apenas relacionada com a componente profissional, mas é sim uma função que integra o ser humano nas várias dimensões da sua vida, na sua relação com o meio, com os outros e consigo próprio. Faz parte da dimensão humana, a necessidade intrínseca de aprendizagem contínua ao longo da vida. É claro que quando falamos em dimensão profissional e empresarial, a necessidade de aprendizagem é muito premente, em especial no contexto VUCA (“Volatility, Uncertainty, Complexity, Ambiguity”) em que as empresas se movem, em ambientes de volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade. Este contexto caracterizado pelo aumento exponencial de mudança, conduz a uma menor clareza sobre o futuro e à necessidade de tomar decisões rápidas e com base numa multiplicidade de fatores e em contextos de grande ambiguidade. É interessante, por exemplo, analisar o relatório do World Economic Forum sobre The Future of Jobs, que nos dá uma perspetiva acerca das empresas, da empregabilidade e das competências que serão valorizadas no futuro. A disrupção que estamos a assistir nos ambientes empresariais, com reorganizações, robótica, fusões, digitalização, transformam a forma como vivemos, interagimos e trabalhamos, e conduzem à necessidade de aprendizagem contínua e de adaptação a novas competências. Se olharmos para o Top 10 das competências para 2020 (resolução de problemas complexos, pensamento crítico, criatividade, gestão de pessoas, coordenação com o outro, inteligência emocional, julgamento e tomada de decisão, orientação para o serviço, negociação e flexibilidade cognitiva), percebemos que a ordem e as competências mais valorizadas se alteram em relação às skills que as empresas hoje valorizam mais. Se em 2025, algumas das funções, como as conhecemos, vão desaparecer e outras novas irão surgir, os gestores e profissionais têm de adotar cada vez mais uma postura de aprendizagem contínua, porque as competências que irão ser necessárias alteram-se e o “comboio da mudança” não espera por ninguém.
Para lidarem com este contexto VUCA, as empresas têm de passar por mudanças de estrutura (resultantes de fusões e aquisições, alteração do seu modelo de governance, alterações decorrentes do mercado onde atuam), mudanças de processos, mudanças estratégicas (alteração de posicionamento, de modelo de negócio) e mudanças focadas nas pessoas. É neste último pilar que entra a atualização das competências dos colaboradores. As empresas necessitam de alinhar a cultura, os valores dos colaboradores, de aumentar o foco das pessoas no desenvolvimento do negócio e, ainda, de dar resposta às diferentes expectativas dos colaboradores. A coexistência de diferentes gerações nas empresas conduz igualmente a uma maior exigência para as organizações, que necessitam de dar resposta a diferentes expectativas e motivações dos colaboradores. A atualização de competências dos colaboradores torna-se uma condição obrigatória para desenvolver as skills (intelectuais, técnicas e emocionais) e o compromisso necessário para desenvolver e reter talento na organização.

1Por: Catarina Paiva, manager | Executive Education Open Enrollment Programs

Artigos Relacionados

Opinião Online

Find more about Weather in Lisboa, PO

Aprender Magazine

Revista Pessoal

  • REVISTA PESSOAL – JULHO/ AGOSTO N.º 174

    Na economia digital e tecnológica da qual, obrigatoriamente, fazemos parte, e independentemente do tipo de funções e responsabilidades que desempenhamos, as chamadas soft skills – ou competências pessoais – constituem mecanismos fundamentais para melhorar o desempenho profissional em contexto de equipa e de mobilização para a ação, uma vez que falamos de competências que potenciam…

Sondagem/Quiz RH

Liderança e Amor terão alguma coisa em comum?

Ver Resultados

Loading ... Loading ...

Colecção Find Out

RHtv