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Entrevistas, Formação & Desenvolvimento

II Congresso Nacional de Formadores

“A Formação no Século XXI” será o tema do II Congresso Nacional de Formadores que se vai realizar a 25 de novembro, no Auditório da Microsoft Portugal, em Lisboa.
Organizado pela Associação Profissional de Formadores, o Congresso vai reunir formadores de todos os setores e áreas de atividade, e também diretores de recursos humanos e de formação, administradores, gestores e empresários, coordenadores e técnicos de formação e de recursos humanos, consultores e coaches.
Um desses exemplos é Pedro Luiz de Castro, Formador e Sócio Gerente da Primeira Imagem, que nos explicou a importância da Associação Profissional de Formadores e deste Congresso nos dias que correm.

RHonline (RH): Que motivos o levaram a ser associado da Associação Profissional de Formadores?

Pedro Luiz de Castro (PLC):  Dizia-se antes e ainda é verdade, que a união faz a força. A frase frequentemente utilizada com fins políticos, pode aqui ser motivadora da tal união entre os formadores, para que se conquiste a força necessária fundamental para que se ouça a nossa voz. Com efeito os formadores têm passado demasiado tempo afastados uns dos outros, defendendo cada um o seu mister (fixo ou ocasional), mas sempre à margem de uma estrutura organizada. A Associação Profissional de Formadores pode ser para muitos, para não dizer todos, essa estrutura que sirva para nos dar apoio, orientação, conjugue esforços, e sobretudo saiba relançar o nosso trabalho e funções na sociedade.

RH: Qual a importância da Associação Profissional de Formadores para os formadores?

PLC: A importância está diretamente ligada ao papel transversal que tem sido desempenhado pelos formadores nos últimos (muitos) anos, em tantos e variados setores da sociedade portuguesa. Dito de outra maneira, os formadores serviram para ministrar conhecimentos, técnicas, métodos e processos laborais ou funcionais, mas muita desta atividade foi desenvolvida na total ausência de um quadro de interrelacionamento estruturante com os seus próprios interesses. Se calhar, cada um de nós esteve demasiado só, trabalhando e atuando de uma forma certamente profissional, mas sem enquadramento funcional em termos de profissão. Julgo que deve haver uma outra visão do papel assumido do formador na sociedade atual, para que cada um de nós se sinta parte de uma «onda» de permanente atualização que as empresas devem exigir, quanto mais não seja para que sejam sempre competitivas no contexto nacional, mas sobretudo internacional.

RH: Do mesmo modo, qual a importância da Associação Profissional de Formadores para as empresas?

PLC: Tal como já referi, as empresas devem assumir que a formação é uma «never ending story». Ou seja se não quiserem ficar paradas no tempo, ou nos seus processos de trabalho, deverão investir permanentemente em formação. Hoje numa área ou setor, amanhã noutra, depois de amanhã, ainda numa outra, de forma a que todos os setores estejam permanentemente atualizados e focados nos resultados. Isso consegue-se com formadores certificados, e essa certificação (pelo menos nos seus aspetos pedagógicos e até funcionais) deve ser garantida por uma estrutura como a nossa Associação.

RH: Quais as suas perspetivas para o II Congresso Nacional de Formadores?

PLC: A pouca idade da nossa Associação leva-me a ter a maior expetativa para a definição do seu estruturante papel no contexto nacional, ou seja, na definição do que deve e pode ser a atividade formativa dos seus associados. Na minha opinião, a Associação não é, não pretende, nem nunca será um sindicato, e nunca terá o papel de defender ou representar os formadores em matérias típicas de um sindicato. Deve, isso sim, pugnar pela defesa de um permanente e correto enquadramento da formação nas empresas e instituições, e por arrastamento defender o papel dos artífices dessa atividade, que são no final os formadores.

RH: Qual a pertinência do tema “A Formação no Século XXI” nos dias de hoje?

PLC: Os desafios deste século são totalmente diferentes dos que havia há uns anos, ou seja no século XX. A digitalização das nossas vidas pessoais e profissionais, acaba por ter reflexos no nosso desempenho profissional nas empresas, porque as empresas também estão elas próprias cada vez mais digitalizadas. Isto traz e coloca hoje ao mundo empresarial desafios totalmente diferentes dos de há uns anos. A função da formação neste século é por isso diferente porque os desafios mudaram de paradigma, e a permanente atualização das empresas deve ser um desiderato próprio e depois nacional. Não devem ser apenas as empresas tecnológicas portuguesas a «dar cartas» internacionalmente, como agora e felizmente já acontece, mas sim todas, em todos os setores da atividade industrial, comercial, de serviços, etc. o que remete uma vez mais para a exigência de permanente e atualizada formação.

As inscrições para o II Congresso Nacional de Formadores estão abertas AQUI.

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