Formação & Desenvolvimento, Tecnologias de Informação

Persistência e paixão são essenciais para o sucesso ao longo da vida

A realidade aumentada (RA), a realidade virtual (RV) e a gamificação, associadas a outras tecnologias de comunicação/aprendizagem/treino, como quizzes, podcasts, aplicativos e vídeos, entre outros, apresentam estratégias de aprendizagem adaptativas e personalizadas, que estão a contribuir para a criação de ecossistemas de aprendizagem inovadores.
Existe um fenómeno global de merchandising digital da educação/formação que está em movimento rápido e avassalador (web summit vinci). Grandes empresas digitais, como as do GAFAM (Google, Amazon, Facebook, Apple e Microsoft) estão a impor os seus padrões na educação, introduzindo equipamentos escolares, mas também práticas de ensino automáticas impulsionadas pela IA-inteligência artificial que tem sinal visível nos Robots aprendentes e com emoções, que agora também são capazes de ensinar.
Os  recentes abusos na utilização de dados pessoais por algumas daquelas Empresas levaram a UE a tomar medidas drásticas que, entre nós, se corporizou no RGPD.
Chegaremos também a tal ponto na Educação/Formação/Aprendizagem?  Podem as agências e departamentos nacionais assegurar no futuro que os conteúdos educativos e formativos disponíveis são consentâneos com os princípios e valores de cidadania de um Estado livre e democrático?
Os Casos aprendizagem máquina (“machine learning”); da Gamificação; dos Moocs ; do elearning 4.0., dos robots que educam e formam, mas também em muitos setores em que a inteligência artificial e o estudo do algoritmo é foco dessa  inovação  estão (JÁ) no terreno, e a serem usados (por exemplo via Youtube) . É um momento excecional? Ou, de facto, estamos a caminhar para o advento do negócio da Educação/formação em termos tais que alguns preveem que o seja de Topo por 2030, ultrapassando as redes sociais como o Facebook e destronando a Amazon. (OCDE-10abril-Financial Incentives for Steering Education and Training – 130 páginas).
Vem isto a propósito da recente iniciativa da Microsoft RALI-realidade aumentada em Lisboa, que teve uma organização de excelência, esgotou a lotação e permitiu perceber o “estado da arte” em Portugal e no Mundo.
É claro, e percetível que hoje qualquer empreendedor nacional nestas áreas de negócio  tem a visão de trabalhar para o Mundo e não para o mercado nacional.
Outra, é que, qualquer Líder organizacional não pode esquecer as repercussões éticas, morais e sociais da sua atividade. Há sempre um jornalista atento a desvios, propositados ou não, sobre produtos e resultados. Mesmo, e principalmente, quando ele se afirma como focado em “ganhar dinheiro”, que é, a razão de ser da sua empresa.
A RA é , talvez, dos negócios tecnológicos emergentes, aquele que apresenta maiores virtualidades para se impor mas ,é também, aquele que mais lento, se tem mostrado  na sua utilidade para as organizações e para as Pessoas. Talvez porque também  se alinhe pelo ideal de que as Pessoas  vão ter mais tempo para se ocuparem com entretenimento. Os Jogos com RA têm ainda que evidenciar a utilidade do serviço que oferecem, mesmo que só de entretenimento. E esse é um grande desafio dos empreendedores que os vão desenvolver.
Uma  referência especial para o “descer à terra, leia-se MSFT em Lisboa” de Msgr. Tomasz Trafny | Dept. Ciência e Fé, Santa Sé – Vaticano, conselheiro do Papa para as questões tecnológicas e que teve intervenções  no painel – O impacto da Realidade Aumentada na Cultura e no Homem – de enorme valia suscitando curiosidade e interesse da assistência. Muito a ver com a Ética e os princípios morais que o inspiram mas que são também da raiz religiosa tradicional portuguesa.
Em cinco workshops produzidos durante a tarde (realidade aumentada no retalho; unity 3d & gaming; aplicar realidade aumentada na sua organização; quanto custa uma solução de realidade aumentada?; e realidade aumentada nos RH) este último, liderado por Sara Brito da People Value e Luís Marques da IT people,  releva a utilidade dos produtos para um propósito RH.  Ficou claro que as Competências, como as vemos em termos de desempenho nos dias de hoje, vão ser desnecessárias em algumas profissões. A RA permite que “qualquer pessoa competente” possa executar uma tarefa para a qual não teve treino e não detém saber. A RA, suportada em IA, estará ali nos seus óculos RA a dizer-lhe tudo o que precisa para executar com eficiência. São casos reais, não situações de futuro! Existem já exemplos abundantes como foi mostrado no evento, também em Portugal.  Será que alguns dos nossos Ministros em áreas sociais criticas sabem desta realidade e aguardam que a RA se instale em substituição da carência de alguns profissionais qualificados?
Um mundo novo está a abrir-se para as disciplinas regulares em RH. Por exemplo uma candidatura de emprego ser preenchida com requisitos de envio de CV através de meios RA. Um acesso de elevada substância ao saber e ao conhecimento, no momento em que é necessário, permitindo que a Aprendizagem Informal atinja o patamar de superioridade sobre a formal, que já hoje é evidente, mas que não encontra reconhecimento à altura de validar competências adquiridas. Vislumbre para um Acolhimento/Onboarding mesmo que maciço, assegurado pelas ferramentas de RA assentes em IA.
Concluindo,  aprender a aprender já não chega em tempo para as atuais gerações de trabalhadores. Mas é imprescindível que elas dominem essa competência para lidarem com estas capacidades instaladas pela Indústria 4.0. Tal está espelhado no relatório da OCDE – ​​Building a National Skills Strategy (NSS) for Portugal – Strengthening the Adult-Learning System (Last 04may2018 presented in Lisboa)

Cultivar e provocar uma mentalidade de persistência e paixão são essenciais para o sucesso ao longo da vida, aprendendo sempre.

 

Por: Etelberto Costa, education/training/learning activist

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