Formação & Desenvolvimento, Tecnologias de Informação

Desenvolver competências numa Sociedade 5.0

Num mundo em que todos os dias há algo novo para descobrir, é fácil deixarmo-nos deslumbrar pelas novas tecnologias e nem sempre paramos para pensar como é que podemos tirar o maior proveito das mesmas.

Durante a Quarta Revolução Industrial, também conhecida por Indústria 4.0, o foco esteve na tecnologia em si mesma e não nas pessoas.

O termo Indústria 4.0 teve origem num projeto estratégico de alta tecnologia do Governo Alemão, que pretendia promover a informatização da manufatura, e foi usado pela primeira vez em 2012, na Feira de Hannover.

A Industria 4.0 corporizou a maior revolução tecnológica na história da humanidade, surgindo aqui um gap entre o avanço tecnológico e a capacidade do Homem explorar a tecnologia que criava. Nas palavras de Albert Einstein, a nossa tecnologia superou a nossa humanidade.

Virar o mundo a nosso favor e reposicionar o que criámos em nosso próprio benefício pode parecer uma promessa vã, mas é exatamente o que a Sociedade 5.0 preconiza.

Sociedade 5.0 é o conceito que sucede a Indústria 4.0. Caracteriza-se por ser uma revolução silenciosa, que parte do Japão para o mundo, mas que é muito mais transformadora do que a primeira pela simples razão de que esta promete revolucionar a sociedade por um bem maior: a humanidade.

Enquanto a Indústria 4.0 se centrou, essencialmente, no fabrico, a Sociedade 5.0 procura posicionar o ser humano no centro da inovação e transformação tecnológica, e assim colocar tudo o que foi criado com a Indústria 4.0 ao serviço do Homem, no sentido de melhorar a sua qualidade de vida.

Esta nova era passa pela compreensão de que tudo no futuro estará conectado e que a sociedade terá de ser adaptável, indo assim além da busca por uma maior produtividade e eficiência dos processos, com o auxílio de redes de Internet, sensores e microchips. Aqui, os sistemas inteligentes não são considerados “inimigos” do ser humano, mas, sim, “verdadeiros aliados”.

Este é o futuro que já começou e promete revolucionar a sociedade tal como a conhecemos, bem como melhorar a nossa forma de estar e de viver em comunidade, tanto a nível pessoal como a nível profissional.

O efeito primário da tecnologia é amplificar as capacidades humanas. À semelhança também da formação, a tecnologia amplifica a capacidade pedagógica que já existe!

Para qualquer empresa crescer e se tornar mais eficiente, esta precisa que os seus colaboradores cresçam com ela, desenvolvendo novas competências e refinando a forma como trabalham e usam as ferramentas no seu dia-a-dia.

A realidade virtual, a realidade aumentada e os sistemas em cloud oferecem inúmeras novas formas de aprendizagem, tanto dentro como fora de sala, quer em regime à distância, blended ou até presencial.

O avanço tecnológico permite-nos ajustar o percurso formativo a cada formando, mesmo quando este está integrado numa turma, oferecendo-lhe uma experiência única e personalizada, 100% adaptada às suas necessidades.

No entanto, a tecnologia é apenas um meio. Tal como o “papel” já foi uma nova tecnologia, a tecnologia de hoje será inevitavelmente o “papel” do amanhã… Para construir e implementar um plano de formação e de desenvolvimento do capital humano com sucesso, o foco deverá estar sempre nas pessoas. Só depois de aferidas as reais necessidades da organização podemos ponderar quais os melhores meios para alcançar os fins pretendidos.

Hoje, é crucial alinhar as competências necessárias ao futuro, as organizações precisam de garantir o desenvolvimento e a aquisição das mesmas para fazerem face às exigências do mercado, quer em termos de competitividade como de gestão do conhecimento e inovação, de forma a garantirem o crescimento e sucesso do seu negócio.

Podemos desenvolver competências técnicas e comportamentais através de planos de formação e de coaching, tal como podemos desenvolver (potenciais) futuros líderes através de planos de mentoring – os quais desenvolvem, simultaneamente as hard skills e as soft skills com foco na gestão de topo.

Ao desenhar uma solução formativa, é necessário considerar um mix de momentos de aprendizagem presencial ou à distância e procurar soluções que não só potenciem a transferência de conhecimento, mas que também garantam um impacto significativo e mensurável nos resultados dos nossos clientes.

A tecnologia abre-nos a porta para a formação transformativa, mas por si só não transformará o setor da formação para profissionais!

Por: Ana Gandrita, assessora da direção-geral e responsável de comunicação e marketing digital da Vantagem+

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