Outplacement e Internacionalização, Tecnologias de Informação

Quais os temas discutidos atualmente na comunidade de RH da Estónia?

A Estónia é um pequeno país do norte da Europa: há aproximadamente 1,5 milhões de pessoas a viver neste pequeno território e temos pouco mais de 600.000 trabalhadores. Desta forma, e com vista a alcançar um desenvolvimento mais rápido, uma das nossas preocupações mais prementes é encontrar pessoas para preencher as vagas de emprego.
De uma forma geral, o desemprego é muito baixo na Estónia e só no setor das TI necessitamos de 2000 novos especialistas por ano. Definitivamente, não temos capacidade para sermos nós a dar-lhes formação. Por este motivo, cultivamos um espírito de abertura e convidamos especialistas estrangeiros a virem trabalhar e viver no nosso país. Temos até um programa nacional para este efeito. Para mais informações, consulte a página www.workinestonia.com.
Há ainda uma novidade: qualquer pessoa se pode tornar residente da Estónia estando a viver em qualquer outra parte do mundo, basta para isso ter aqui residência eletrónica. Poderá fazer negócios, trabalhar e realizar todas as tarefas de um residente, mas à distância. Chamamos-lhe “e-residência” e, se estiver interessado, poderá saber mais em www.e-estonia.com.
No final de abril, a Associação dos Gestores de RH da Estónia (PARE) organizou uma conferência de RH anual, a propósito do seu 25.º aniversário, na qual tentámos olhar para o futuro.
Ao discutir o tema “O dia depois de amanhã”, a presidente do Conselho de Administração da PARE, Maria Kütt, destacou quatro aspetos: onde encontrar líderes com visão, qual o valor que a função de RH acrescenta à organização, onde encontrar bons colaboradores, como manter e inspirar o gosto dos colaboradores pelo trabalho.
Afirmou, ainda, que todas estas questões estão em cima da mesa dos diretores de RH há já 20 anos, cujo papel tem sido bastante importante, ao garantir que as pessoas certas fazem o trabalho certo, no momento certo.
Maria Kütt está convencida de que no futuro cada especialista de RH terá de fazer escolhas e tomar decisões num tempo cada vez mais curto e a partir de um número de opções cada vez maior. Na sua opinião, esta situação exige sensibilização e visão, mas também capacidade de viver no momento. Porque é este “viver no momento” que nos permite distanciar temporariamente da azáfama diária à nossa volta e tomar decisões mais conscientes.
Linnar Viik foi um dos visionários que conseguiu ver mais longe nessa conferência. Falou sobre como será a cooperação entre humanos e robôs no futuro. Previu ainda que muitos empregos se irão perder por causa dos robôs e que isso irá acontecer muito mais cedo do que possamos imaginar. Isto contraria o nosso desejo atual de manter os empregos tradicionais. Empregos em que as pessoas trabalham muitas horas todos os dias em condições desumanas, como, por exemplo, a levantar produtos da caixa registadora para o leitor do código de barras.
No entanto, Linnar Viik está convencido de que em breve virá o tempo em que este tipo de trabalho será considerado uma violação aos direitos humanos e a criação de empregos semelhantes será proibida. As perguntas que chegam até aos diretores de RH abordam questões sobre como criar uma função na cultura organizacional quando um dos colegas é um robô, ou como encontrar palavras de conforto quando um/a colega está apaixonado/a pelo/a seu/sua colega de trabalho eletrónico/a (na verdade, esta situação já não é uma fantasia, mas uma realidade bem presente).
Regressando ao presente, as melhores práticas enviadas para o concurso de Melhor Projeto de RH, que terminou agora, revelaram que as dificuldades com que os nossos diretores de RH se deparam são: o desenvolvimento de líderes, a rápida adaptação à organização e a formação em contexto de trabalho.
Uma vez que a duração das relações de trabalho se tem vindo a tornar cada vez menor, o período de adaptação não poderá durar meses. Procuramos soluções melhores para valorizar e reconhecer os colaboradores, para aumentar a tolerância e a compreensão para a diversidade, e para encontrar e desenvolver os sucessores.

5Por: Ene Olle, CEO da Associação dos Gestores de RH da Estónia

Colaboração: EAPM – European Association for People Management

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