Outsourcing

Centro nacional de soluções globais

O Global Network Solutions Center, em Lisboa é um pilar fundamental do modelo global de fornecimento de serviços da Nokia Siemens Networks. O centro permite uma prestação unificada de serviços de operação e manutenção, em ambiente multi-tecnológico e “multi-vendor”, para fornecedores de serviços em todo o mundo.

Foi inaugurado oficialmente, no início do mês de Fevereiro, o segundo centro mundial de serviços Nokia Siemens Networks, que opera em Alfragide com um pólo distinto na Universidade de Aveiro. O centro presta serviços de engenharia e de operações em rede da Nokia Siemens, em dez idiomas diferentes e para clientes em 20 países.

O Global Networks Solutions Center (GNSC) surgiu graças a um protocolo assinado entre a Nokia Siemens e o governo português em 2007, o qual previa, inicialmente, a contratação de 180 colaboradores, na sua maioria engenheiros altamente qualificados. O GNSC inclui quarto módulos de serviços: Global Network Operations Center (GNOC), Global Care Center (GCC), Global Network Implementation Center (GNIC) e Global Network Planning and Optimization Center (GNPO).

O centro utiliza ferramentas e processos estandardizados para a entrega de numerosos serviços, incluindo serviços de operação e gestão de rede, de manutenção, de integração remota, de consultoria, de planeamento e optimização, que, associados a uma alargada experiência de gestão de soluções e conhecimento, permitem aos operadores beneficiar de um controlo operacional muito rigoroso e de uma melhoria na prestação de serviços aos seus assinantes, com elevados níveis de fiabilidade, disponibilidade e total segurança de dados.

A Nokia Siemens Networks dá emprego actualmente 580 engenheiros no GNSC e continua a investir na criação de competências assim como em investigação e desenvolvimento, em colaboração com as principais universidades portuguesas. A empresa espera continuar a expandir o centro, oferecendo novas oportunidades de carreira aos talentos nacionais e contribuindo para o aumento dos recursos portugueses em inovação e competência nos principais mercados tecnológicos mundiais.

Centro já opera há seis meses

Apesar de ter sido apenas oficialmente inaugurado no mês passado, o Global Networks Solutions Center já está em funcionamento há seis meses e conta com cerca de 600 colaboradores, podendo vir a aumentar esse número no futuro. Os quadros são na sua maioria portugueses (cerca de 80% a 90%) mas, por se tratar de um centro global, a comunicação é também feita em espanhol, alemão, francês e inglês entre outras.

João Picoito, director geral da região Europa do Sul da Nokia Siemens Networks, foi um dos oradores da inauguração, adiantando que a Nokia Siemens Portugal é um pólo importante da empresa na Europa do Sul, e salientou a abertura do Governo que desde o início apoiou a candidatura da Nokia Siemens Portugal para a abertura do GNSC.

O convidado de honra da inauguração foi o primeiro-ministro português, José Sócrates, que, por sua vez, classificou o projecto como “um trabalho bem feito”, na abertura de um discurso que iria focar o desenvolvimento científico e tecnológico nacional. O Primeiro-ministro relembrou que em 2009 se exportaram três vezes mais serviços tecnológicos do que em 2004, e adiantou que quer mais investimento das grandes empresas e marcas de tecnologia em Portugal. “Queremos que as grandes marcas venham para Portugal e invistam” garantindo que haverá sempre “abertura” por parte do governo, que vai manter a linha política seguida nos últimos quatro anos.

Segundo o Primeiro-ministro, a Nokia Siemens Networks desempenhou um papel importante em 2007, quando pela primeira vez Portugal apresentou resultados positivos na sua balança tecnológica. Em 2008, o investimento de Portugal na tecnologia ultrapassou 1,5% do produto interno bruto (PIB), o que coloca Portugal acima da média europeia. Por outro lado, o caso da Nokia Siemens é emblemático pois pela primeira vez nesta área houve um investimento privado igual ao público.

Já no final do seu discurso, Sócrates afirmou que o governo vai continuar a investir na ciência, assim como no ensino superior e no desenvolvimento tecnológico. Para o Primeiro-ministro, as novas tecnologias vêm dar oportunidades a quem não as tinha. O chefe do Governo referiu ainda que Portugal exporta actualmente “1300 milhões de serviços tecnológicos”.


Patrícia Noleto
revista Pessoal

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