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Recrutamento & Seleção, Tecnologias de Informação

Tendências para o recrutamento

Falarmos em tendências para o recrutamento é, inevitavelmente, falar de uma das maiores preocupações das organizações nos dias que correm. Como atraírem o melhor talento?
Apesar de o recrutamento ser uma das principais prioridades, continuamos a assistir, no entanto, a uma certa resistência a que seja, de facto, estratégico. Deve estar neste momento a pensar, como assim? Sempre foi estratégico e continuamos a abordar este tema como tal.
Permitam-me apresentar alguns números. No último trimestre de 2016, um estudo efetuado pelo LinkedIn revelava que 83% dos recrutadores consideravam a atração de talento como a principal prioridade identificada nas suas empresas. O mesmo estudo revelava que, a maioria das equipas, iria aumentar o volume de novas contratações, sendo que aqui se destacavam as áreas de vendas, operações e áreas afins a engenharias e tecnologia.
Por último, apresentava, com grande destaque, as áreas de maior investimento no que respeitava a atração de talento. Os números mostram, de certa forma, como ainda existe uma distância entre tendências e o que continuamos a praticar de forma tão tradicional. A maioria do investimento estava destinada a anúncios de oportunidades em diferentes plataformas (30%) e a custos com agências de recrutamento (22%). O investimento mais reduzido repartia-se entre employer branding (8%), eventos de recrutamento (8%) e programas de referências internos (9%).
Por outro lado, os líderes abordados no estudo diziam que, se não tivessem constrangimentos de orçamentos, investiriam no employer branding (53%), em novas tecnologias (39%) e em melhores ferramentas de identificação e localização de talento.
Analisando estes números com atenção, não vos parece que a visão em relação às tendências foi de muito curto prazo? Que investimos muito em determinadas áreas e/ou ferramentas a pensar em resultados imediatos?
A tecnologia e os meios digitais já são parte das nossas vidas há muito tempo e, no entanto, continuamos a sentir muita resistência.
Exigimos daqueles que recrutamos que sejam flexíveis, com grande capacidade de adaptação, e somos nós próprios que, muitas vezes, não arriscamos essa mesma flexibilidade e adaptação, porque estamos confortáveis e continuamos a fazer a mesma coisa à espera de obtermos resultados diferentes.
Se pensarmos nos últimos 20 anos e neste tema do recrutamento em concreto, chegamos facilmente à conclusão que pouco mudou! Não me levem a mal, é claro que temos ferramentas e meios que não existiam. No entanto, continuamos a pensar de forma muito tradicional. Senão vejam e façam este pequeno exercício: se hoje decidissem recrutar alguém, como o fariam? Colocariam um anúncio, para receberem centenas de currículos e, provavelmente, um baixo retorno em relação à vossa necessidade?
Identifico facilmente quatro grandes tendências. Do ponto de vista estratégico, o employer branding, trabalhando de dentro para fora a reputação das organizações enquanto empregadoras e a sua proposta de valor para os seus colaboradores. Já está mais do que na hora de assimilarmos que primeiro estão as pessoas e depois os resultados.
Em segundo lugar, a execução na prática da referida proposta de valor, tendo sempre em consideração que quanto melhor a experiência do colaborador, mais este irá valorizar a organização e referenciá-la no exterior.
Em terceiro e não menos importante, a experiência dos candidatos quando passam por processos de recrutamento. Este fator, quando negativo, retira a credibilidade e o investimento efetuado na força e reputação da marca. Cada euro gasto na marca é perdido para cada euro não investido na experiência do candidato. Por outro lado, cada euro investido na experiência reforça o investimento na marca.
A tecnologia terá sempre um papel fundamental, sobretudo, enquanto facilitadora, permitindo a automação de diferentes fases do processo, nunca esquecendo que do lado oposto não está tecnologia, mas sim pessoas.
Para que estas tendências passem do papel para a operação, a aposta tem de ser na evolução da abordagem, na transparência e na simplicidade.

5Por: Pedro Rebelo, founder & managing partner da WISE

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