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Chatbots: o novo mundo do recrutamento

Escolher os melhores candidatos, com base em análises massivas de dados, permite, segundo Ji-A Min, data scientist na empresa Ideal, retirar também algumas conclusões sobre as tendências atuais na aquisição de talento e sobre tecnologias de análise de pessoas.
Ji-A Min aponta quatro tendências: o volume de contratação continuará a aumentar, isto é, 61% dosrecruiting-trends-2018-410x1024 recrutadores esperam contratar mais pessoas em 2018 do que em 2017, e esse acréscimo de contratações serve para fazer aumentar o negócio e não para preenchimento de vagas existentes na estrutura; as maiores taxas de conversão resultam do sourcing, isto significa que os recrutadores com maior desempenho foram 150% mais eficientes, com 91 candidatos para uma taxa de conversão de 1,0%. O foco está na qualidade dos candidatos e não na quantidade, o que é possível ser atingido através, segundo a autora do estudo, da utilização das inteligências artificiais para automatização dos requisitos de um trabalho, digitalização de bases de dados de candidatos, seguida de atribuição de notas para identificação dos candidatos mais fortes (ver o novo e-book 101+ Recruiting Hacks, da Lever). As contratações mais difíceis são as de talentos para inícios de carreiras nas organizações e a experiência do candidato passou a ser o elemento diferenciador. Esta última tendência está a fazer com que algumas grandes cadeias de distribuição, como Walmart e Target, estejam a aumentar significativamente os salários mínimos para atrair talentos para as suas organizações.
Esta análise, feita por aquela cientista de dados, também lhe permitiu concluir que a experiência dos candidatos está a ser um elemento diferenciador e que aquela mentalidade de olhar para o candidato como um “consumidor” está cada vez mais a ganhar significado. Isto está a fazer com que as organizações invistam em experiências de candidato e adotem os chatbots de recrutamento. Por exemplo, “tal como a Alexa, Siri e Google Home, um chatbot de recrutamento que utilize a Inteligência Artificial para entender as mensagens de uma pessoa e responder por e-mail, SMS (…) usando também perfis de redes sociais como o Facebook, aplicativos de mensagens como Slack e tudo dentro de um software específico como um ATS”, conclui.
Perante estas quatro tendências, somos levados a concluir que a necessidade de fazer crescer os negócios rapidamente, implica que se encontrem os talentos necessários com a maior rapidez e qualidade possível, o que implica pôr ao serviço dos processos de recrutamento e seleção as tão faladas inteligências artificiais, desumanizando esta fase inicial do contacto entre entidade empregadora e candidato. O mercado parece estar a aceitar esta nova realidade de contacto, embora o candidato seja cada vez mais um cliente/consumidor que precisa que o encontrem e lhe ofereçam tratamento humanizante. Chega lá por via da Inteligência Artificial, mas não quer ser substituído nas suas necessidades por esta. Parece-me claro.

Por: Catarina Barosa, diretora de conteúdos da Tema Central

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