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Restauração criou mais de 50 mil novos postos de trabalho em dois anos

A restauração continua a ser um setor em acentuada expansão em Portugal. Só nos últimos dois anos, esta área criou 50 700 novos postos de trabalho no território nacional. A área manifesta atualmente tanta procura por profissionais que o número de qualificados no país não chega para cobrir as vagas disponíveis.

Novos postos de trabalho no setor da restauração

As opções gastronómicas em Portugal estão em alta e são para todos os gostos. Em cada zona de restauração podemos encontrar um restaurante asiático, um americano, um italiano e, com sorte, dois portugueses. Os bares passam pela mesma evolução, com novos conceitos a emergir e uma procura turística que lhes permite uma expansão adequada. O panorama gastronómico português atual é multicultural, diversificado e especializado, e não é preciso procurar muito para encontrar opções variadas e de qualidade.

O aumento da empregabilidade nesta área é uma consequência desta mesma expansão. Os serviços encontram-se a repor os trabalhadores despedidos durante o período de crise. Para além disto, os novos investimentos e o crescimento do turismo também são importantes impulsionadores deste aumento.

No ano que passou, o setor da restauração e das bebidas marcou posição como líder na criação de novos postos de trabalho em Portugal. Entre os anos de 2015 e 2017, surgiram 50 mil novos postos de trabalho, dados divulgados pela Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP). Na segunda metade do ano de 2017, o emprego nesta área cresceu 9,9%, o número de desempregados desceu 10,6% e as remunerações cresceram 4,4%.

Estas conquistas lograram ao Estado uma receita fiscal superior a 153 milhões de euros. Por outro lado, o governo declarou que foram poupados mais de 17 milhões de euros com a redução das despesas em subsídios de desemprego.

A Bolsa de Turismo de Lisboa arrancou este ano com mais dez mil vagas de emprego no setor turístico, através de uma Bolsa de Empregabilidade. No entanto, é possível que estejamos a chegar a uma situação em que se torna difícil manter números tão altos de absorção do desemprego por esta área.

Desempregados não cobrem a crescente procura

O setor da restauração encontra-se em tamanho ritmo de desenvolvimento que os trabalhadores portugueses da área não são suficientes para cobrir as vagas disponíveis. Existe, de facto, falta de mão-de-obra qualificada no setor turístico português. Muitas das empresas que necessitam de profissionais já se encontram a ir buscá-los ao estrangeiro.

“O número de empregos que criámos foi fantástico. Uma das preocupações manifestadas pelo primeiro-ministro era que o setor criasse emprego para compensar a reposição do IVA a 13%, e nós ultrapassámos todas as metas em larga medida. Agora não temos pessoas”, revelou Ana Jacinto, secretária-geral do AHRESP, numa entrevista ao Diário de Notícias.

Ana Jacinto adiantou também que estão a ser exercidos esforços para requalificar profissionais portugueses licenciados noutras áreas, mas em situação de desemprego. A prioridade é recorrer a profissionais disponíveis no mercado nacional. O Turismo de Portugal e o IEFP estão a trabalhar para converter 15 mil desempregados licenciados e empregá-los no setor turístico, cobrindo a falta de mão-de-obra. No entanto, para além da recolocação, é importante conseguir manter os trabalhadores no setor, outro dos principais problemas do turismo.

Ana Jacinto admite que é necessário tornar o setor mais atrativo, quer em termos de salários, quer no que toca a horários de trabalho e formações, fatores que não têm uma relação apelativa aos trabalhadores. Apesar das constantes atualizações e aumentos salariais dos últimos anos, este setor continua a ter margem para melhorias em termos de condições de trabalho.

Igualdade de género no mercado português

Vale também a pena referir que, no que diz respeito à igualdade de género no trabalho, um assunto muito debatido nos últimos anos, Portugal apresenta uma situação estável. Em comparação com os restantes países europeus, o nosso país não apresenta grandes problemas de disparidade salarial, afirmou Paulo Nunes de Almeida, presidente da Associação Empresarial de Portugal (AEP), ao Diário de Notícias.

O responsável apontou que a lei portuguesa tem estruturas que previnem discriminações de género ou outras no mercado de trabalho. Segundo o mesmo, as diferenças salariais que existem são justificadas pela natureza das próprias funções laborais.

Por: Dani Gonçalves, UniK SEO

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