Responsabilidade Social e Ambiental

A responsabilidade é nossa

A temática da responsabilidade social das empresas tem vindo a assumir um papel central no debate atual do mundo empresarial. A empresa como fator de desenvolvimento social e civil moderno tem vindo a posicionar-se de forma preocupada com o futuro da sustentabilidade local, regional e mundial, afastando, nas sociedades democráticas, a ideia retrógrada da empresa como elemento meramente produtivo. A dimensão humana confere agora um caráter diferenciador e competitivo a cada organização e é nessa dimensão que cada uma tenta reforçar orientações.

Acabar com políticas empresariais baseadas em qualquer tipo de discriminação, em políticas que ponham em causa o desenvolvimento sustentado e sustentável é, neste momento, o debate central para aquelas organizações que concordam assumir as suas responsabilidades sociais. A promoção de políticas de recrutamento transparentes e justas que visem ajustar as necessidades à oferta local, beneficiando desta forma de competências únicas, promovendo o desenvolvimentos estabilidade social regional, é também um dos desafios com que as organizações se deparam. Promover a estabilidade financeira familiar e garantir o bem-estar daquelas famílias que oferecem a sua força de trabalho e a total dedicação à empresa é também garantir sucesso empresarial. Envolver todos os colaboradores da empresa nos processos de decisão e promover a participação ativa destes na vida quotidiana da empresa é um dos pontos que fará toda a diferença no futuro. Mas tudo isto só é possível se existir por parte dos decisores vontade expressa na divulgação destes princípios, bem como a condenação ativa de qualquer comportamento desviante.

A responsabilidade social das empresas não pode ser uma “moda” passageira, não pode significar uma forma de autopromoção das empresas, não pode ser uma ferramenta de marketing. A responsabilidade social encerra em si mesma questões ligadas à dignidade humana e esta nunca pode ser usada como forma de atingir resultados financeiros.

A responsabilidade social que cada organização se propõe por iniciativa própria assumir e defender não pode ter um horizonte limitado no tempo. Não existe um prazo de implementação, o processo em si é eternamente dinâmico, tal como o conceito de mudança que também não termina e é constante, também a nossa responsabilidade perante os outros o é. Afirmar que chegámos ao fim deste processo é não querer aceitar o óbvio, porque obviamente que a sociedade muda e dessa transformação nascem novos desafios, novas regras para as quais as empresas devem estar atentas.

Assumamos as empresas o desafio, colocando-nos ao serviço da sociedade, esta por sua vez criará condições naturais ao sucesso e estabilidade das empresas.

Nas sociedades democráticas, uma organização empresarial há muito que deixou de se posicionar como fator de conflito social. Hoje, estas organizações fazem parte integrante da evolução da condição humana, em todos os seus aspetos.


Francisco Rodrigues
Diretor de Recursos Humanos da GEFCO Portugal

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