Seguros e Fundos de Pensões

Os Fundos de Pensões e o Planeamento para a Reforma

As rentabilidades medianas dos fundos de pensões nacionais para os primeiros três trimestres de 2015 e calculadas pela Towers Watson, distribuem-se da seguinte maneira: 3º trimestre -1,7% [Min. -10,6%; Máx. 2,4%]; 2º trimestre -2,9% [-7,0%; 2,1%]; 1º trimestre 5,5% [-0,3%; 22,7%].

O ano de 2015 e à semelhança dos últimos anos, tem apresentado elevados níveis de volatilidade, refletindo-se esta nos investimentos feitos pelos fundos de pensões e com implicações financeiras, quer para as empresas, quer para os colaboradores, tanto a nível de resultados como ao nível de gestão de risco.

Apesar de existir um maior número de pessoas abrangidas por planos de benefício definido (Planos BD) do que por planos de contribuição definida (Planos CD), a verdade é que existe uma tendência cada vez maior para as empresas optarem por planos de pensões de contribuição definida.

A informação publicada pela ASF – Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (figuras 1 e 2), reflete precisamente essa tendência, verificando-se que o número de planos de contribuição definida já é superior ao número de planos de benefício definido e por essa razão vamos centrar-nos nos planos CD.

Fig. 1 (Fonte: ASF)                                                                                                                                                Fig. 2 (Fonte: ASF)

Num plano de contribuição definida o risco dos investimentos está do lado dos colaboradores e, por essa razão, as empresas tendem a encorajá-los a assumir o controlo das decisões dos investimentos para a sua reforma, facultando-lhes diferentes alternativas, desde fundos de capital garantido até fundos com elevada exposição a ações.

É importante salientar que face à volatilidade dos mercados, as rentabilidades negativas num determinado período não são sinónimo de que o colaborador esteja a assumir uma perda imediata, porque a viagem até à sua reforma è longa, como se verifica na Fig. 3.

Fig. 3. (Fonte: Towers Watson)

 

Vasco Cabral da Câmara
Consultor Sénior
Towers Watson

 

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