SST & Healthcare

Saúde: açúcar ou adoçante?

O açúcar faz parte da alimentação humana há muitos séculos. Contudo, nos últimos anos, a evidência científica tornou bastante claro o risco do consumo excessivo de açúcar para a nossa saúde.
O aumento de alimentos processados e a elevada quantidade e frequência com que são ingeridos é o que torna o açúcar numa das maiores preocupações atuais, chegando ao ponto de ser considerado “o veneno do século XXI”.
É considerado como uma “caloria vazia”, ou seja, uma fonte de energia que nos pode fazer aumentar de peso e desregular uma série de funções metabólicas essenciais, sem acrescentar qualquer valor nutricional à nossa alimentação. Devido a estes efeitos negativos, os adoçantes têm vindo a ganhar terreno como eventuais substitutos do açúcar.
Existem diferentes tipos de adoçantes artificiais, de acordo com as substâncias neles presentes, que podem ser aspartame, sacarina, ciclamato, sucralose e a acessulfame-k. O aspartame é o mais comum e está presente inclusive em refrigerantes diet/light ou designados por zero açúcar. Os edulcorantes artificiais são estratégias frequentes para quem está num processo de perda de peso, sendo também muito utilizados por pessoas que têm diabetes, pois apesar de serem mais doces do que o próprio açúcar, têm poucas ou nenhumas calorias e não elevam os níveis de açúcar no sangue.
Contudo, cada vez são mais os estudos que estabelecem uma relação entre o consumo de adoçantes e uma maior ingestão calórica nas refeições seguintes, principalmente de alimentos mais açucarados. Isto acontece porque, ao consumirmos adoçantes, o organismo reconhece o sabor doce e interpreta como uma entrada de energia sobre a forma de açúcar, aumentando a taxa metabólica, a secreção de determinadas hormonas e promovendo saciedade. No entanto, essa energia nunca chega às células. O sabor doce sentido nas papilas gustativas promove um aumento das necessidades de açúcar no sangue, contribuindo para uma maior ingestão de alimentos ricos em hidratos de carbono.
No entanto, várias correntes associam estes adoçantes artificiais a efeitos tóxicos e à predisposição para o aparecimento de algumas doenças crónicas, mas os seus efeitos a nível metabólico no organismo continuam a ser estudados, portanto o seu consumo diário requer moderação.
Como nutricionista, aconselharia a Stévia, por ser uma solução natural, não calórica que não possui contraindicações ou efeitos adversos documentados em humanos. Pode ser encontrado em formato de folha, de pó ou até de comprimidos. Por exemplo, poderá colocar um a dois comprimidos numa chávena de café, chá ou outras bebidas. Pode ser entre 40 a 300 vezes mais doce do que o açúcar e entre os benefícios estudados destacam-se as suas propriedades antioxidantes, efeitos antibacterianos, diminuição da glicémia pós-prandial, controlo de peso e redução, de forma significativa, da pressão arterial, sendo, por isso, o adoçante mais aconselhável de todos.
É importante esclarecer que o consumo de adoçantes não é a melhor opção de todas, uma vez que devemos desabituar o organismo a consumir alimentos doces de forma excessiva.
Tendo em conta que o açúcar faz parte da composição de grande parte dos alimentos de forma natural ou processada, se pudermos evitar adicionar, é sempre preferível. Comece gradualmente a reduzir a quantidade de produtos açucarados que consome, sendo que a melhor solução poderá passar por adaptar as receitas, como por exemplo: no café, substituir o açúcar e adoçantes por canela em pó ou pau de canela; na elaboração de sumo ou confeção de bolos/sobremesas, incluir frutas mais doces, mel, agave ou geleia de arroz em vez do açúcar.
É tudo uma questão de hábito de modo a educar o seu paladar, sendo que o ideal é não colocar nenhuma das duas opções e apreciar o sabor genuíno dos alimentos!

Por: Sara Tomaz, nutricionista do Holmes Place Quinta da Fonte

Artigo publicado em holmesplace.pt

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