SST & Healthcare

O pH dos alimentos influencia a nossa saúde?

É cada vez mais recorrente ouvirmos dizer que uma dieta alcalina, baseada no consumo de alimentos de origem vegetal e natural, influencia a nossa saúde e está associada à prevenção de várias doenças. Já a “dieta moderna” (rica em açúcares simples, sódio e gordura saturada e pobre em magnésio, potássio e fibra) induzirá acidose metabólica, meio mais propício ao desenvolvimento de algumas patologias como o cancro, osteoporose e doenças cardiovasculares.
Existem inclusivamente formas de avaliar o pH do organismo através de testes simples e rápidos, como é o caso do teste do pH da saliva e da urina.
Antes de mais, é importante clarificar que a escala de pH varia entre 0 e 14, considerando-se ácidas as substâncias que apresentam um pH abaixo de 7, e alcalinas as que apresentam um pH acima de 7. É o tipo de cinza que os alimentos produzem após a sua combustão que determina se são ácidos ou alcalinos. As cinzas alcalinas são ricas em cálcio, sódio, potássio e magnésio. Já as cinzas ácidas são ricas em cloro, fosfato e enxofre.
Alimentos como a carne, peixe, ovos, queijo e leite produzem cinzas ácidas. As gorduras puras são neutras.
Vegetais e frutas são tendencialmente alcalinos, existindo exceções, como por exemplo as ameixas e o arando.
O corpo executa várias funções com o objetivo de manter o equilíbrio (homeostasia). Uma delas é garantir que os fluidos, tecidos e células não sejam muito ácidos ou alcalinos, mas que permaneçam numa faixa de pH saudável (entre os 7.35 e os 7.45). Fora deste intervalo, o bom funcionamento do organismo fica comprometido. Foi a partir desta lógica, ou seja, da regulação dos níveis de pH, que surgiu a dieta alcalina. Contudo, em indivíduos saudáveis, nos quais os “sistemas tampão” de regulação do pH estão a funcionar de forma adequada, o pH sanguíneo não apresenta oscilações significativas mesmo adaptando o padrão alimentar.
De acordo com o American Institute of Cancer Research e o Canadian Cancer Society, as escolhas alimentares afetam apenas o pH da urina e não o pH do sangue. Apesar da promoção da dieta alcalina e do incentivo à ingestão de água alcalina, como forma terapêutica contra o cancro, não existe atual evidência científica que venha a suportar ou a contradizer estas ideias. São necessários mais estudos. Quanto à saúde óssea e prevenção da osteoporose, o cenário é o mesmo. Ainda há muito por explorar nesta área, pelo que não deve ser descartada a hipótese da dieta alcalina na redução da morbilidade e mortalidade associada às doenças crónicas.

Por: Adriana Ferreira e Joana André, nutricionistas Holmes Place do Parque das Nações

Artigo publicado em holmesplace.pt

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