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Renove a sua qualidade de vida em 2019

Muitos dos alunos que recebo no meu estúdio do Porto são pessoas que experimentaram aulas de Pilates em ginásios, onde em cada aula é permitida a participação de 25 a 40 pessoas e nas quais se sentem incomodados de alguma forma. Por isso, a maioria chega com uma ideia errada do que é o método.

Vivemos num tempo em que andamos constantemente ao sabor das tendências e o Pilates não foge a isso. E tudo começa na formação inicial dos instrutores em cursos de baixo preço, com um número exagerado de alunos aprendizes, com um corpo docente com falta de conhecimento e pouca formação numa área que implica muito estudo e dedicação e que, posteriormente, se reflete na qualidade das aulas dadas e praticadas com os seus alunos.

E o mais impressionante é que os alunos nem sequer querem saber quem é o formador, as linhas orientadoras do curso de formação realizado, a projeção do mesmo no mercado de trabalho e as implicações que essa escolha pode vir a ter na sua vida profissional. E há mais… Terminam o curso e, por vezes, não concluem qualquer avaliação. E depois? Onde estagiam? Qual é a referência ou referências que têm para virem a ser bons profissionais? Nenhuma! Simplesmente vendem (mal) aquilo que lhes foi apresentado.

Todo este cenário é uma realidade presente e bem patente no universo do desporto e da educação física atual.

Associemos agora este apontamento inicial aos respetivos locais de ensino da prática de Pilates: espaços que visam unicamente o negócio, a rentabilidade do local, a exploração de uma atividade física que agora é moda; locais onde é permitida a lotação completa de uma sala de aula e o sucesso da mesma pelo número de alunos que a frequenta; aulas preenchidas por alunos que procuram Pilates Clínico e/ou Terapêutico, o que na prática não é Pilates e muito menos clínico, terapêutico ou qualquer outra denominação.

E ainda assim abrem cada vez mais espaços, designados como estúdios que ministram todo o tipo de aulas, inclusive, de Pilates. Se por um lado isto é benéfico para a promoção do exercício físico, por outro a qualidade da prestação de serviço é muito fraca. Estamos, no meu entender, a prestar um péssimo serviço de saúde pública! As pessoas procuram saúde e acabam por ficar “doentes”!

Diariamente, o meu principal objetivo junto dos alunos, sejam eles novos ou os atuais, é dar-lhes a conhecer o método Pilates. Faço-o educando-os, mostrando-lhes o que é e o que não é Pilates, através de aulas com prática física, conteúdo pedagógico e didático e mostrando-lhes os grandes benefícios de uma técnica que é um método, que obedece a critérios bem definidos e a uma clareza pedagógica e didática bem fundamentada. Mais do que ensinar e, por vezes, educar os meus alunos, procuro criar um conjunto de experiências que levem os mesmos a ter curiosidade e a querer aprender.

Trabalho por objetivos específicos e gerais de acordo com as necessidades individuais de cada aluno que, por sua vez, se torna mais interessado, motivado e entende o quanto é importante estar com alguém que “transpira Pilates” e que faz toda a diferença.

Em suma:
Pilates não é uma aula como outra qualquer. Pilates é a Aula.
Pilates não é para preencher o dia com mais uma tarefa. Pilates é a tarefa do dia.
Pilates não é uma aula para socializar e contar segredos. Pilates é estar presente e de uma forma consciente, a isso chama-se concentração.
Pilates não é mais uma aula ou uma alternativa a outra aula. Pilates requer paciência e persistência para entender um método que já por si é trabalhoso.

Procuro fazer a diferença mostrando as minhas competências enquanto profissional com o intuito de tocar cada aluno. Se conseguir melhorar cada vez mais a vida dos meus alunos, a minha missão de vida está a ser cumprida. Melhorar a vida dos outros reflete-se também na minha vida, tendo como resultado final a felicidade e o bem comum e, tudo isto, é muito recompensador.

Por: António Craveiro, professor de Pilates

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