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Yoga e a meditação

Existem inúmeras técnicas usadas pelo Yoga, entre elas a técnica corporal, respiração, mantras, relaxamento e meditação. Hoje falamos de meditação, a prática milenar que trabalha a sua mente.

O dicionário designa meditar como refletir, pensar, analisar, ponderar. Mas esse termo é inconveniente para definir a prática de Dhyana (meditação), já que essa técnica consiste em “parar de pensar” a fim de permitir que a consciência se expresse através de um canal mais sofisticado de inteligência designada por intuição linear.

Intuição linear é o princípio da meditação num estado embrionário. Para se chegar a esse estado de consciência, é necessário dedicação ao estudo e à prática do Yoga.

Dhyana pode ser utilizado tanto para designar o exercício de meditação quanto o estado de consciência obtido pelo exercício.

A intuição linear comum é como um flash de uma câmara fotográfica, um insight que surge sem a nossa intervenção consciente. Todos nós já tivemos uma manifestação desse fenómeno – alguns mais que outros – durante o nosso dia-dia, numa situação familiar, ou no decorrer da nossa profissão.

Para aumentarmos a nossa capacidade de intuição, temos de recorrer à prática do Yoga que nos proporcionará força, poder e energia, para conseguirmos autosuperar-nos, tanto física como mentalmente.

Obstáculos à meditação

O sábio hindu Rámakrishna comparou a mente humana com um irrequieto macaco que tivesse bebido álcool, tivesse sido picado por um escorpião e ainda por cima lhe tivesse sido ateado fogo ao pelo. Isso é a nossa mente, super irrequieta. O combustível da mente é a dispersão, novidade que impede o acesso à intuição.

Da mesma forma que a luz do sol bloqueia a nossa observação das estrelas durante o dia, a nossa mente racional bloqueia a intuição. Para treinarmos a nossa intuição e chegarmos à meditação, temos de parar o fluxo de novidade e dispersão da mente.

Como fazer?

Sente-se no chão com as pernas cruzadas em frente ao corpo, na posição tradicional do Yoga, o padmásana. Coloque as mãos uma sobre a outra com as palmas das mãos viradas para cima e feche os olhos.

Isto é meditar? Não, estamos apenas a colocar o corpo na posição correta.

Agora, é necessário usar uma imagem que o ajudará no processo meditativo. Com os olhos fechados, imagine o sol no espaço entre as sobrancelhas.

O objetivo é não desviar a mente da imagem do sol. Fazendo uma analogia, é como o ditado: “Água mole em pedra dura tanto bate até que fura”, ou seja o exercício de focar a mente exclusivamente numa imagem vai fazer com que a mente “pare de pensar”, saturando assim ondas mentais.

O tempo recomendado para este treino é no mínimo cinco minutos e no máximo 20 minutos. Se fizer a técnica durante 20 minutos e parecer que foi mais tempo está no caminho certo, se os 20 minutos parecerem 20 minutos a sua concentração está em níveis normais, há que treinar mais.

Faça esta prática de manhã ou no final do dia. Na prática de SwáSthya Yoga, a meditação é praticada no final da aula. Como nada é isento de perigos, consulte e pratique com um profissional credenciado para o ajudar no seu caminho de autoconhecimento e qualidade de vida.

A curto prazo vai adquirir uma mente mais robusta, mais intuitiva, maior lucidez na tomada de decisões importantes em todas as áreas do seu quotidiano. Use o seu poder para o seu bem-estar e qualidade de vida.

Por: Hugo de Sousa, group trainer do Holmes Place

Artigo publicado em holmesplace.pt

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