Tecnologias de Informação

Gerir Pessoas na Era da Transformação Digital

Vivemos na era da transformação digital que se afigura transversal a todos os setores do mercado. Não seremos irrealistas se afirmarmos que a nível mundial todos os setores desde a indústria ao retalho, à banca, aos seguros, à energia, ao turismo e até a saúde serão liderados pelas empresas que tenham maior presença na economia digital.

Cada vez mais é frequente a necessidade de operacionalizar tarefas através de dispositivos móveis ligados à internet. Desde a leitura de notícias, à verificação de emails, à compra de um bem ou serviço, ao acesso à conta bancária ou à reserva de uma viagem, o que era feito em papel e presencialmente agora é feito com a comodidade que a ‘mobilidade tecnológica’ disponibiliza.

É esta realidade que pauta a mudança nos negócios, na produção, gestão e venda e, até mesmo, no quotidiano das pessoas. As tecnologias de informação criaram novas necessidades e novos comportamentos que se refletem diretamente na economia, na execução dos processos produtivos e até mesmo, na gestão de bens e pessoas.

Como influenciam as tecnologias nos padrões de gestão dos recursos humanos? Como chegamos à necessidade de informatizar para melhor gerir pessoas? Porque é que as boas práticas de gestão andam de mão dada com a automatização de processos? A resposta para estas questões é simples e passa pela necessidade de reunir indicadores, nem sempre facilmente tangíveis de quantificar.

Quantas vezes um gestor se deparou com a dificuldade de quantificar elementos como graus de eficácia, satisfação ou envolvimento, expectativas, retorno de formação e outros elementos que fazem parte do difícil que é gerir pessoas? Qualquer gestor responderá: muitas vezes. Nem sempre é fácil espelhar em relatório estes elementos quantificados, até porque gerir pessoas é também gerir emoções, mediar conflitos, superar ambições, promover bem-estar, proporcionar crescimento e reter talentos.

Pois bem, mas se muitas vezes, continuamos a não conseguir apurar esses números de forma exata, poderemos ter elementos reunidos numa plataforma de gestão que nos dão indicadores com maior grau de fiabilidade para chegar a algumas conclusões. As tecnologias de informação permitem tornar a tomada de decisão mais facilitada ou sustentada.

Há muito que ultrapassámos o paradigma de gestão simples, em que gerir pessoas significava meramente, gestão de admissões, absentismo e remunerações. É dada uma importância ao indivíduo que outrora não existia. O colaborador continua a ser visto como um recurso, mas é agora mais valorizado pela sua capacidade de trabalho, em função das suas competências, capacidade de se ajustar e superar dentro da empresa. As empresas olham agora para si numa ótica de dentro para fora, ou seja, que tenho eu que me diferencia, quais são os recursos que necessito reter e como os retenho.

É nesta ótica que surge a necessidade de qualquer empresa ou gestor ter ferramentas capazes de facilitar a operacionalização de tarefas técnicas e de desenvolvimento, nomeadamente, o registo de dados curriculares e de condições salariais, a análise de absentismo, a marcação de férias, a planificação da formação, a operacionalização da avaliação de desempenho, entre outras. E numa época de evolução tecnológica permanente faz todo o sentido criarmos ferramentas que não só facilitem a gestão como ajudam a diminuir o erro humano, ao mesmo tempo que, aproximam os colaboradores das suas chefias e direção.

Ter um sistema informático onde estejam compilados todos os dados dos colaboradores e de fácil acesso aos mesmos é uma vantagem competitiva. Conseguir filtrar uma série de indicadores que permitirão alinhar os objetivos da empresa de acordo com os colaboradores que dispõe nas equipas de trabalho agiliza a promoção e retenção de talentos.

Se a isto juntarmos a possibilidade de criar mecanismos onde o próprio colaborador pode inserir alterações referentes aos seus elementos, aprovados mediante workflows, ainda mais eficaz será o processo de gestão. Solicitação de dias férias, dias de ausência, pedidos de declarações várias, visualização de recibos de vencimento e solicitação de esclarecimentos diversos, são alguns dos exemplos de tarefas que podem ser delegadas aos colaboradores se também estes tiverem acesso a uma plataforma ‘self-service’ de fácil utilização, acessível a qualquer hora e em qualquer ponto onde se encontrem.

Respondendo às questões iniciais, sim, estamos na era em que inovar está sempre a par e passo com as boas práticas de gestão. A Arquiconsult acredita que a tendência das empresas é cada vez mais desburocratizar os processos de gestão e a adoção de soluções que simplifiquem as operações.

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Vanessa Gomes
Arquiconsult

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