Opinião online, Tecnologias de Informação

A diferença de ser verdadeiramente humano num mundo digital

Vivemos num mundo digital, totalmente conectado, alavancado por tecnologias como a Inteligência Artificial e robótica, a realidade estendida, a Internet das Coisas, a analítica preditiva e o Big Data, o blockchain, entre outras, e pela agilidade das metodologias para as implementar e consumir, através das mais variadas plataformas móveis e interfaces (voz, toque, ecrã).
Nesta era digital, são as pessoas – a sua ligação pessoal com os clientes, os fornecedores, os parceiros e os colegas de trabalho – e a sua capacidade de trazer um toque humano às soluções que desenvolvem, que distinguem uma organização no mercado em que está inserida. No limite desta era, todas as empresas terão os seus dados e o seu modelo operativo de negócio digitalizados e será o fator humano aquele que mais pesará na balança da autenticidade e diferenciação.
Vejo esta era digital mais como uma era do amor, em que os comportamentos dos consumidores se regem cada vez mais pelo amor que sentem pela experiência de usufruir de um determinado produto ou serviço, do que pela lógica da sua aquisição. Esta regra aplica-se, na verdade, ao resto do ecossistema de pessoas que compõem o mercado empresarial, a todos nós como clientes, fornecedores, parceiros e colegas de trabalho. Precisamos de sentir esse amor para estar bem e, consequentemente, dar o melhor de nós.
No entanto, trabalhar nesta era digital é um desafio e, muitas vezes, significa que não estamos no melhor de nós, para contribuir com essa autenticidade tão necessária. Demasiadas vezes damos conta que estamos conectados com o trabalho 24/7, mas desconectados da família e dos amigos. Vemos mais os nossos vários ecrãs do que o céu. Recarregamos vezes sem conta os nossos aplicativos móveis, mas raramente nos recarregamos a nós, trabalhando durante as férias e nos momentos que deveriam ser só nossos.
Trabalhamos a um passo frenético, alavancados por esta digitalização de tudo, que interfere na nossa capacidade de dormir as horas necessárias, de nos alimentarmos corretamente, de nos exercitarmos, de estarmos focados numa tarefa apenas sem interrupções, de podermos participar e ajudar nas causas que acreditamos, de usufruirmos da família e dos amigos, ou, simplesmente, de estarmos um momento apenas connosco para pensar… tempo para apenas SER.
Existem quatro vetores que temos de cuidar para estarmos no nosso melhor EU e as organizações têm de tomar consciência disso, se querem ter, a seu lado, o melhor talento a dar o seu melhor: estar fisicamente energizado (BODY), estar focado mentalmente (MIND), ter um sentimento de pertença (HEART) e um propósito (SOUL); é fundamental para estarmos completos, a nível profissional e pessoal.
Na Accenture estamos comprometidos em cultivar um ambiente no qual as pessoas se sintam assim. Quando as nossas pessoas se sentem no seu melhor, a Accenture está no seu melhor. O objetivo é que, com esta cultura aplicada no dia-a-dia para todos os colaboradores, a Accenture se confirme como a empresa mais verdadeiramente humana do mundo digital. É nisso que acreditamos.

Por: Aurélia Sousa, managing director da Accenture Technology

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