Crónicas, Trabalho Temporário

Solução de empregabilidade

Uma das vantagens nítidas do trabalho temporário é sem dúvida para o colaborador a possibilidade de ingresso em diferentes empresas fornecendo assim a possibilidade de obtenção de um nível de formação on the job, permitindo, desta forma, um trampolim para situações de trabalho com vínculo de efetividade. O facto de um colaborador desempenhar funções em diferentes ambientes, utilizar vários sistemas informáticos, ter acesso a uma panóplia de realidades distintas, nem sempre de fácil acesso em situações de recrutamento geral, é, sem dúvida, uma competência relevante e diferenciadora no mercado de trabalho. Ao concorrer para outros processos de recrutamento, o colaborador temporário está munido de várias competências que lhe permitem diferenciar-se dos restantes candidatos.
Uma das desvantagens do trabalho temporário, se assim o podemos denominar é o facto de, neste âmbito, os colaboradores não usufruírem de determinadas regalias existentes em muitas empresas, como é por exemplo o caso de seguro de saúde, planos de poupança reforma, seguros de vida, ginásios pagos, etc. No entanto já existem cada vez mais empresas utilizadoras de trabalho temporário em que os seus colaboradores têm acesso a determinadas “regalias”, como é por exemplo o caso de prémios de produtividade, de assiduidade, atribuição de viatura e telemóvel.
Em suma, e pesando os prós e os contras, parece-me evidente que a solução trabalho temporário continua a ser uma opção muito interessante em termos de empregabilidade, permitindo ao colaborador não raras vezes integrar a empresa onde desempenha funções ou, em última instância, quer nesta quer noutras serem o trampolim que permite dar o salto para o emprego estável e duradouro que todos ambicionam, sendo esta uma realidade cada vez menos frequente.

O que falta mudar?
Basicamente, o que falta mudar são mentalidades e atitudes… O trabalho temporário nem sempre foi visto de um modo agradável e facilitador de integração no mercado de trabalho. Por determinadas intervenções no passado existe ainda alguma rotulagem negativa nesta atividade. Deveria existir um controlo mais exaustivo por parte das entidades competentes no sentido de atestar a legitimidade de atuação de alguns dos players de mercado e controlando, de alguma forma, margens aplicadas, muitas vezes ao nível de preço de custo. Cada vez mais, os colaboradores estão informados de seus direitos e deveres, pelo que começando a trabalhar em regime de trabalho temporário ou outro deverão confirmar se os seus descontos legais estão a ser feitos, algo que, hoje em dia, é de muito fácil acesso, assim como deverão confirmar a legitimidade da empresa para a qual trabalham, ou seja, se tem autorização do IEFP para laborar.

Por: Célia Agostinho, diretora de Operações do Grupo Intelac

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