Entrevistas

“Opto por uma gestão transparente”

Desde 2009 que a Altran Portugal investe numa fábrica de software. Em que consiste a plataforma Nearshore?
 
A plataforma Nearshore é um centro de competências que possibilita a transferência de projetos para Portugal, servindo o mercado nacional e internacional como uma alternativa à solução offshore. O nosso centro de competências Nearshore, permite otimizar a relação qualidade/preço, possibilita uma localização próxima dos principais players europeus, oferece acessibilidade a menos de três horas de avião e facilita a comunicação com a equipa. O investimento na software factory comprova o nosso modelo de trabalho organizado e profissional, permitindo-nos ter um modelo aprovado e industrializado com uma organização, standards e processos que inspiram confiança ao cliente. Assim vamos poder entregar os serviços com a mesma qualidade ou maior de acordo com os seus níveis de exigência.
 
Paralelamente, desenvolveram o programa Altran Engineer. Como está a correr o processo de recrutamento dos engenheiros?
 
O recrutamento está a correr bastante bem, pois as pessoas com o perfil indicado têm demonstrado bastante abertura e interesse no projeto e em ganhar esta experiência lá fora. Naturalmente, sendo a língua francesa um requisito importante, este facto apresenta alguns desafios iniciais para encontrarmos os candidatos indicados. Neste contexto, a Altran investiu na formação específica de francês a aplicar a candidatos com bom perfil técnico para ultrapassar rapidamente esta lacuna que existe atualmente no mercado português.
 
Qual o perfil que pretendem dos engenheiros?
 
 A nível técnico procuramos engenheiros Informáticos, eletrotécnicos e de redes com conhecimento de áreas como JAVA/J2EE, PL/SQL, PHP5, Unix/Linux, Redes e Suporte Radio. Em termos pessoais procuramos pessoas que partilhem o gosto pela inovação e neste sentido que se mantenham constantemente atualizados e a par das novas tecnologias, para além, claro, de características pessoais como o relacionamento interpessoal, ambição e espírito de equipa.
 
Como foi recebido o reconhecimento formal do grupo Altran, dada a capacidade de gestão de projetos da subsidiária portuguesa ao criar a plataforma?
 
Desde 2009 que investimos na plataforma e naturalmente foi algo que aconteceu gradualmente. Desde as várias reuniões internas que se realizaram no Grupo Altran para promover Portugal como plataforma de nearshore, ao nosso próprio investimento numa fábrica de software para comprovar a nossa capacidade de realizar projetos dentro dos timings e com qualidade. Os processos aprovados e os projetos já executados no âmbito da nossa fábrica permitiram assegurar a nossa capacidade de entrega nos parâmetros de qualidade esperados pelos clientes, tal como nos possibilitou alcançar este reconhecimento. Ao fim destes anos de investimento em trabalho, esforço e recursos foi possível conseguir este reconhecimento formal em 2011.
 
Que estratégia de gestão aplica para o sucesso da sua empresa?
 
Acima de tudo confio muito nos meus colaboradores e opto por uma gestão transparente que motiva as equipas e transmite confiança, para trabalharem de modo autónomo. A nível estratégico, a Altran Portugal investe cada vez mais na partilha de risco e queremos entregar projetos e serviços aos nossos clientes de modo responsável. O foco da gestão interna na otimização dos custos das operações e backoffice também está presente em todas as decisões específicas. Com a transmissão de mensagens estratégicas claras, e uma equipa excelente com condições para trabalhar e manter a sua motivação, temos tudo para garantir que entregamos projetos com qualidade e que mantemos o nosso nível de excelência.
 
Qual é a política de responsabilidade social da Altran?
 
Em Portugal estamos a desenvolver e melhorar a nossa política de responsabilidade social.
 
Que iniciativas têm feito para motivar e fomentar a produtividade dos funcionários?
 
Tanto ao nível dos recursos humanos como da comunicação interna, temos equipas consolidadas, que desenvolvem diversas iniciativas. Em RH temos processos definidos de formação, avaliação, recrutamento e política de compensações e benefícios, e na comunicação interna tentámos elaborar uma série de iniciativas ao longo do ano que podem motivar os colaboradores e mantê-los satisfeitos com o seu local de trabalho, quer sejam eventos, concursos ou outro tipo de projetos.
 
Têm novos projetos agendados para 2012? Pode revelar algum?
 
Estamos de facto a preparar novas ofertas porque acreditamos que se adequam às necessidades dos clientes, em diferentes setores. Antecipando as necessidades de otimização e eficácia operacional, que a maioria das empresas já possui em Portugal, promovemos uma aposta forte no setor da saúde, controlo e gestão do risco no setor financeiro, e no domínio de soluções na área de machinte-to-machine.

Por: Vera Esteves

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