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Entrevistas

Shire Portugal, a biotecnológica líder global na área das doenças raras

Empenhada em continuar a responder às necessidades das pessoas com doenças raras, a Shire Portugal reforçou recentemente a sua posição de liderança nesta área através da formalização da aquisição da farmacêutica Baxalta.
Através desta integração, adquiriu três novas áreas terapêuticas (hematologia, imunologia e oncologia), aumentou os programas de Investigação & Desenvolvimento, expandiu o pipeline clínico e mais do que triplicou, internacionalmente, o número de colaboradores.
Consequentemente, com o crescimento da estrutura organizacional e vontade de estar mais próxima dos seus parceiros, a biotecnológica inaugurou um novo escritório na Avenida da Liberdade, em Lisboa.
Estimando que, no total, as doenças raras podem afetar 30 milhões de cidadãos da União Europeia, Carla Benedito, diretora-geral da Shire Portugal, afirma que “com o nosso forte pipeline, mais de 40 programas clínicos em curso e a perspetiva de lançar mais de 30 medicamentos inovadores até 2020, em todo o mundo, estou muito otimista sobre as futuras oportunidades de impactar, de forma real e positiva, a vida de pessoas com doenças raras em Portugal”.

Por: Ricardo Vieira, coordenador editorial

RHonline (RH): De que forma a aquisição da farmacêutica Baxalta impactou o negócio da Shire?

Carla Benedito (CB): A integração tornou-nos maiores e mais fortes, emergindo como a biotecnológica líder mundial em doenças raras. Maiores, no tamanho do pipeline que tem um alcance global, o que nos permite ajudar mais pessoas do que nunca, em sete áreas terapêuticas – hematologia, imunologia, doenças genéticas, gastroenterologia, medicina interna, oftalmologia e oncologia. Estamos, também, maiores em número, com quase 24 mil funcionários em mais de 65 países, mas acima de tudo estamos maiores em talento. A integração da Baxalta permitiu-nos enriquecer a equipa com mais experiências e conhecimentos que nos permitem elevar a possibilidade de gerar valor para as pessoas com doenças raras e para os nossos parceiros.

RH: Como foi encarado este processo de aquisição pelos colaboradores da Shire?

CB: Essa foi uma questão que eu própria coloquei e onde as respostas que obtive levam-me a acreditar que este processo é vivido pelos colaboradores da Shire com ambição. Reconhecem nesta integração a possibilidade de juntos podermos trazer para Portugal novos produtos inovadores e de promovermos a melhoria da qualidade de vida das pessoas com doenças raras, entre as quais a Hemofilia.

RH: Quais as principais dificuldades na gestão dos Recursos Humanos, agora que o número de colaboradores mais do que triplicou internacionalmente?

CB: Acredito que o maior desafio imposto pelo aumento do número de colaboradores tem a ver com a capacidade de adaptação da companhia e dos colaboradores. Entender qual é a visão da companhia e que contributo podemos dar para alcançar o seu propósito. Mas, também, neste processo de aculturação, a Shire tem de ser integradora do potencial de todos os colaboradores, permitindo que todos evidenciem o seu valor, demonstrando a cultura humanista e flexível da companhia.

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RH: No que diz respeito à identidade organizacional da empresa, como lidou a farmacêutica com a integração das pessoas que vieram da Baxalta?

CB: Integrar as pessoas que vieram da Baxalta foi um processo feito em sintonia. Tanto para a Baxalta como para a Shire, a identidade organizacional tem o firme propósito de trabalhar tendo as pessoas em mente, quer sejam os doentes, quer sejam os nossos colegas. Lidar com a integração de uma equipa que traz o mesmo compromisso é um reforço de identidade.

RH: O que está por detrás da Gestão das Pessoas na Shire?

CB: O nosso objetivo é promover uma cultura que inspire, motive e recompense as nossas pessoas pelo desempenho que têm. Isto ajuda-nos a construir uma força de trabalho capaz de impulsionar novas ideias e inovações, de incentivar um desempenho mais forte para que possamos responder da melhor forma possível às necessidades dos doentes.

RH: De que forma o percurso profissional da Carla, marcado por cargos de liderança a nível internacional, foi crucial para o regresso a Portugal e para liderar uma equipa, agora, muito maior?

CB: A minha carreira tem sido feita maioritariamente a nível Internacional, num percurso marcado por mudanças e desafios que me permitiram experienciar, apreender e crescer. A experiência internacional enriqueceu-me e ensinou-me, essencialmente, que o mundo dos negócios está em constante mudança e que, por isso, temos de ser dinâmicos. É com esta aprendizagem bem presente que abraço o desafio de agora liderar a equipa da Shire em Portugal, ávida por fazer e aprender muito mais com esta nova e maior equipa.

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RH: O que significa para a Shire a inauguração de um novo escritório na Avenida da Liberdade, em Lisboa?

CB: Fruto do crescimento da nossa estrutura organizacional e da vontade de estarmos mais próximos dos nossos parceiros, a Shire inaugurou um novo escritório na Avenida da Liberdade, em Lisboa. A nova localização, através do fator proximidade, gera oportunidade de fortalecer relacionamentos com os institutos de investigação, os especialistas em saúde, as associações de doentes e com as entidades reguladoras e governamentais. Acredito que a localização do novo escritório é uma afirmação do nosso reconhecimento da necessidade de trabalharmos em parceria para chegar a mais pessoas que vivem com doenças raras, melhorando o acesso à informação e a cuidados de saúde.

RH: Em que consistem os projetos de solidariedade social da Shire e, mais especificamente, o “Dia do Serviço à Comunidade”?

CB: A solidariedade social faz parte da cultura Shire na qual os colaboradores pensam e agem para lá das suas vidas, olhando para as necessidades dos outros e para o apoio que podem dar à sociedade. O “Dia do Serviço à Comunidade” é uma iniciativa anual da Shire a nível global para apoiar instituições de solidariedade social e organizações sem fins lucrativos. Em 2016, mais de 6500 colaboradores da Shire trabalharam em projetos de solidariedade social, representando mais de 25 000 horas em mais de 150 locais por todo o mundo. Este ano, também em Portugal, tivemos a oportunidade de colocar em pausa as nossas atividades diárias e alocar as nossas horas de trabalho ao serviço da comunidade.

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