Entrevistas

Expo RH 2018: “Experience is the way”

“Experiência” é a palavra-chave da 17.ª edição da ExpoRH, que está de volta ao Centro de Congressos do Estoril, nos dias 14 e 15 de março. Raquel Rebelo, CEO da IFE by Abilways, falou-nos das grandes tendências no universo da gestão de Recursos Humanos que vão ser apresentadas no evento deste ano.

RHonline (RH): A ExpoRH continua a ser considerada “o maior e mais importante evento de Recursos Humanos em Portugal”. Como conseguem desconstruir a temática da Gestão de Pessoas, ano após ano, e torná-la cada vez mais atual e interessante para os vários intervenientes do universo RH?
Raquel Rebelo (RB): Trabalhando em equipa! Com a equipa IFE que gere o projeto e que tem nas suas mãos o enorme desafio de conseguir surpreender, compreendendo as necessidades das empresas e organizações portuguesas e explorando as grandes tendências nacionais e internacionais, à procura de uma nova história para contar e de novas experiências para fazer viver. Com os nossos clientes que nos inspiram e nos desafiam a criar novas formas de interação. Com os oradores que se disponibilizam a inspirar a audiência a construir o futuro partilhando as suas experiências.
Mas, acima de tudo, tendo o atrevimento de confiar na nossa intuição, a audácia de inovar, de gerar ideias arriscadas e de testar novos formatos, temas, apresentações…
Transformar “o maior e mais importante evento de Recursos Humanos em Portugal” durante quase duas décadas faz-nos sentir uns verdadeiros fazedores do futuro. Um futuro co-construído, inspirado nas e pelas pessoas e centrado na experiência.

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RH: “Experience is the way” é o tema da edição de 2018. O que pretendem explorar com a escolha desta abordagem?
RB: Esta abordagem reflete uma clara tendência da era da transformação digital. Já todos percebemos que o que nos move enquanto pessoas, consumidores ou colaboradores, o que nos leva a criar vínculos ou relações é a possibilidade de vivermos experiências marcantes, que nos emocionam, que nos dizem algo, que nos fazem sentir e nos fazem sentido.
Conscientes de que ao criar uma experiência nos colaboradores que reflita o melhor da experiência proporcionada ao cliente está a potenciar o envolvimento dos colaboradores no desenvolvimento do negócio, os gestores de pessoas estão empenhados em desenhar experiências personalizadas, centradas nos colaboradores, atrativas e memoráveis. Afinal, “If employees loves the brand everybody will”.
Ao escolhermos esta abordagem para a edição 2018 da ExpoRH e convictos de que as histórias criam de facto uma experiência memorável em quem as ouve, privilegiamos o storytelling em diferentes slots e criámos diferentes formatos para a partilha de histórias. Ao mesmo tempo, colocámos o foco na experiência do participante e procurámos proporcionar um maior envolvimento da plateia no evento, através da criação de novos formatos e da introdução de algumas experiências surpresa para serem vividas ao longo dos dois dias.

RH: Que aspetos consideram ser mais importantes e diferenciadores da ExpoRH, e pelos quais as pessoas continuam a marcar presença, edição após edição?
RB: A ExpoRH diferencia-se pela capacidade de antecipar tendências. É nossa convicção de que quando está na moda já é tarde… Gostamos de ser pioneiros, de abrir caminhos, de ter seguidores. E é isto que na minha opinião marca a diferença e que faz com que edição após edição as pessoas continuem a marcar presença.
Introduzimos novos conceitos, construímos novos formatos, descobrimos novos oradores, partilhamos novas experiências, novas funções.
Inspiramos a mudança, fomentamos a partilha e estimulamos a aprendizagem.

RH: O que destacam do programa deste ano?
RB: Sendo o tema do evento “experience is the way” e como disse anteriormente, privilegiamos o storytelling e incentivámos à partilha de histórias inspiradoras através do formato flash stories, não mais de dez minutos, onde convidamos a Catarina Pestana a contar-nos a história da centenária Vistalegre, a Fernanda Freitas a contar-nos como criou a Associação Nuvem Vitória e o Gonçalo Uva a falar do seu percurso, enquanto alguém que é inspirador e quer influenciar os outros a perseguirem os seus objetivos e sonhos. Desafiámos os participantes no evento a subir ao palco e contar a sua employee experience num pitch de cinco minutos, convidando-os a enviar-nos as histórias que serão reveladas no dia do evento. Integrámos o storytelling num debate sobre estratégias para atrair talento entre a Mars e a José de Mello Saúde.
Mantendo o foco na experiência e procurando um maior envolvimento de todos no evento, introduzimos o formato “ask me anything”, colocando uma especialista à disposição da plateia para esclarecer todas as dúvidas sobre a prevenção e o combate ao assédio no trabalho.
E porque há novas profissões a surgir e a ExpoRH é cada vez mais um evento aberto à comunidade da gestão das pessoas, estendemos o convite a pessoas com funções diferentes do habitual num evento de RH. O Happiness manager da Auby, Fábio Pina, vai-nos apresentar o humor como uma competência e o global head of User Engagement da Siemens, Patrick Pernegger, vai dizer-nos como, com base na neurociência, resolvemos problemas e tomamos decisões.
Destacamos também a introdução da temática da celebração do erro, num debate entre a Phone House e a Siemens, da gestão de colaboradores à distância, com a apresentação da Rita Xavier, country manager RH da Nokia, e de um tema sempre muito procurado como a apresentação de modelos de benefícios, este ano com a apresentação do modelo da Auchan em termos de participação financeira dos colaboradores nos resultados da organização.
Destacamos ainda o painel da liderança com diversas intervenções e debates sobre autonomia, confiança e partilha na tomada de decisão, com a participação da Carmo Sousa Machado, presidente do conselho de administração da Abreu Advogados; da Mónica Rufino, diretora-geral da SEUR; do Pedro Janela, CEO do Wygroup; da Paula Ferreira Borges, diretora coordenadora do departamento de Capital Humano do Novo Banco; da Maria Roman, diretora de RH do Lidl; da Mónica Silva, diretora de RH da CA Seguros; do Luís Decq Mota, atual HR manager da Netjets; e da Basilissa Ramos, regional head of HR Southern Europe da Cerealto.
Por último, destaco a presença do Professor Teixeira dos Santos, atual residente do CA do EuroBIC, que tem sem sombra de dúvida um percurso inspirador.

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RH: Quais as principais tendências do universo RH que serão abordadas nesta 17.ª edição?
RB: A primeira grande tendência é a experiência do colaborador que serviu de mote à construção da 17.ª edição da ExpoRH.
Mas são muitas as tendências apresentadas na ExpoRH 2018: a Inteligência Artificial ao serviço da inovação nas organizações, através da partilha do Pedro Coelho (area manager, HR Corporate Center & Shared Services da SONAE); a robótica e a coexistência de robôs e humanos no mesmo espaço de trabalho, em debate com a diretora de marketing da SAGE, o diretor de operações da NewSpring Services e o administrador delegado da ABB; o machine learning ao serviço das pessoas, com a apresentação de um especialista da Universidade de Aveiro; o design workplace e a construção de espaços multidisciplinares e multidimensionais que estabeleçam uma ligação com os colaboradores, na perspetiva de dois dos fundadores do LACS – Lisbon Art Center and Studio, um novo cluster criativo de Lisboa (Gustavo Brito e Miguel Rodrigues), e de quatro empresas de setores bem diferentes (Janssen, Claranet, Altran e Steelcase); a incorporação do design thinking na cultura da empresa, com a apresentação da experência de Rafael Ribeiro, agile lead da Celfinet; a utilização de meios digitais para melhorar a experiência e acelerar o ritmo da aprendizagem, com entre a Microsoft e a Solvay, moderado pela IFE; e o regulamento geral da proteção de dados e a necessidade de preparar as pessoas para as mudanças que pressupõe, com a intervenção de Karen Lawrence Öqvist, uma especialista europeia em privacidade e compliance.

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