Entrevistas

“Escolher bem é fundamental para o sucesso das organizações”

A Boyden Portugal, empresa que atua na área de executive search, registou no último ano um crescimento de mais de 40%. Este índice de incremento solidificou a presença de Portugal no pódio do ranking global de performance da rede (atendendo ao indicador vendas, ponderado pelo PIB), apenas ultrapassado pela Dinamarca e Finlândia. De parabéns está Fernando Neves de Almeida, que foi, em 2017, o sócio internacional com a segunda melhor performance da rede Boyden World Corporation (BWC), entre cerca de 300 sócios, dispersos por 70 escritórios, presentes em mais de 40 geografias.

Em entrevista ao Rhonline, Fernando Neves de Almeida, fundador da consultora Neves de Almeida e presidente da Boyden Portugal, fala sobre a alterações no mercado da gestão de Talentos, e sobre a implementação do método executive search no mercado português.

Rhonline (Rh): O mercado do recrutamento e seleção tem sofrido profundas transformações nos últimos anos, quais são os maiores desafios que enfrenta nestes momentos?

Dr. Fernando Neves de Almeida (FNA): O mercado de recrutamento tem, de facto, sofrido bastantes alterações. A tecnologia tem modificado a forma como chegamos aos candidatos e os candidatos identificam as oportunidades. No que diz respeito à seleção, ou seja, à escolha, não houve tantas mudanças assim nos últimos anos.

Rh: Qual é o papel das novas tecnologias, assim como das redes sociais, na busca de talentos?

FNA: As redes sociais permitem que as pessoas se deem mais facilmente a conhecer. Quem recruta, pode mais facilmente chegar às pessoas que pretende e com menos custos. Não só a tecnologia tornou o recrutamento mais rápido como também mais barato.

Rh: Encontrar o ‘melhor talento’ é mais fácil nos tempos que correm?

FNA: Não existe uma ideia transversal do “melhor talento”. Para cada posição existirão um conjunto de candidatos que a poderão ocupar como êxito, dependendo de um conjunto de fatores circunstanciais, desde logo a química com quem tem a última palavra na escolha.

Rh: Qual é a vantagem do executive search para as empresas?

FNA: Trabalhar com profissionais que são muito bons a avaliar e recomendar pessoas. Escolher bem é fundamental para o sucesso das organizações. Não há pior para uma organização do que escolher mal um recurso e depois ter de o despedir. Não só pelo custo real do despedimento, como pelo custo de oportunidade de não escolher bem à primeira.

Rh: Para quem recruta executivos, quais as características mais relevantes na hora de comparar os candidatos?

FNA: De uma forma muito genérica, inteligência geral e inteligência emocional. Depois, perceber se a personalidade se enquadra na cultura da organização para a qual se está a selecionar.

Rh: Como é que Portugal olha para o executive search? É um método em ascensão, ou já está completamente enraizado?

FNA: Diria que é um método em ascensão. Alguns gestores e/ou empresários ainda acham que não necessitam de ajuda especializada para escolher pessoas. Nos países economicamente mais desenvolvidos não é assim. Recrutam mais profissionalmente.

Rh: Cada vez mais se ouve falar em team building, considera que estas atividades são uma mais valia para os colaboradores?

FNA: Indiscutivelmente. Pode ter muitos objetivos, mas há um que sempre coexiste: melhora a camaradagem entre as pessoas. Cada vez mais os team buildings têm como objetivo melhorar competências ou passar mensagens. São técnicas muito eficazes.

Rh: O mercado do recrutamento está mais exigente, acha que os candidatos também estão mais exigentes com as empresas, no que toca às ofertas de condições de trabalho?

FNA: A esse respeito não noto diferenças desde que comecei a trabalhar neste mercado, já lá vão alguns anos. É claro que as características do mercado de trabalho vão mudando com os tempos e todos os intervenientes se vão ajustando. Mas não se pode falar de mais ou menos exigência.

Rh: Melhores ofertas de trabalho, atraem melhores candidatos?

FNA: O facto de os candidatos serem melhores ou piores depende da sua adequação ao que estamos à procura. Não existem melhores candidatos em absoluto nem, tampouco, melhores ofertas de trabalho em absoluto. Tudo é relativo.

Rh: A Boyden Portugal superou largamente os resultados globais da rede e os do mercado de executive search, que análise faz destes resultados?

FNA: Quero acreditar que os nossos clientes estão muito contentes com o nosso trabalho e, não querendo ser modesto em demasia, diria que consegui, ao longo dos anos, criar uma equipa de colegas que me transcendem em muito.

Por: Joana Madeira Alves | Tema Central

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