Opinião online

Nós estamos aqui

Sim, o título deste artigo de opinião é uma clara alusão a Cristiano Ronaldo, o melhor do mundo que cada vez que marca um golo pede calma e afirma efusivamente que está ali para resolver o assunto. Ele que agora trocou de clube, muito provavelmente pela ânsia de atingir mais uns quantos recordes antes de se reformar e, também, porque como qualquer ser humano, como qualquer trabalhador quando não está bem, a opção é mudar. E mudar implica que exista espaço no mercado para alguém nos receber, sejamos nós jovens à procura do primeiro emprego, profissionais experientes ou desempregados de longa duração. O mercado de trabalho em Portugal está muito dinâmico, isto apesar do desfasamento crescente entre a oferta e a procura, o que permite a alguns profissionais conseguirem dar saltos qualitativos significativos. As empresas estão desesperadas por determinadas competências, por quantidade e qualidade. Pena é que as franjas mais afetadas pelo desemprego (jovens e desempregados de longa duração) não consigam ganhar a aderência necessária neste equilíbrio laboral, algo que causa estranheza e um crescente e angustiante desespero em algumas empresas. Mas nós estamos aqui. As agências privadas de colocação têm acompanhado a dinâmica laboral e têm dado um contributo inigualável e inquantificável para a economia, para as empresas e para todos aqueles que querem mudar de empresa, de setor de atividade ou simplesmente encontrar uma colocação profissional. De acordo com as estatísticas recentemente publicadas pela World Employment Confederation, todos os segmentos (trabalho temporário, recrutamento e seleção, etc.) continuam a apresentar um crescimento exponencial, tendo o setor, a nível mundial, atingido os 491 mil milhões de euros.

Mais importante que os números são os factos e estes espelham a razão da existência deste setor de atividade que vai muito mais além do que um simples negócio: atuamos como integradores sociais inspirando esperança aos trabalhadores e às empresas, agilizamos o mercado de trabalho construindo pontes e confiança entre as partes envolvidas, somos consultores com um profundo conhecimento dos mercados onde atuamos e impulsionamos o crescimento da economia, das empresas e dos candidatos com os quais nos cruzamos, criando assim um sentimento de orgulho que só quem trabalha nesta atividade tem o privilégio de sentir. Atuamos em quatro frentes do mercado laboral, nomeadamente: facilitando o acesso ao trabalho de qualidade e com significado; facilitando a adaptação através da mobilidade, da requalificação e do aumento da empregabilidade; facilitando a segurança quer no acesso ao talento quer na geração de ofertas seguras e cumpridoras da lei, aumentando assim a competitividade da economia e das empresas; e, por último, facilitando a prosperidade através da redução do desemprego e do aumento da inclusão, da diversidade, da autoestima, assim como dos rendimentos individuais (por exemplo, na Alemanha, 20% dos refugiados encontraram emprego através de uma agência privada de emprego). Mas nem tudo são rosas e ao contrário do que se passa nos países mais desenvolvidos, onde esta indústria é mais madura e já encontrou o seu espaço no mercado laboral, em Portugal, esta indústria continua a ser diabolizada, muito por desconhecimento, convicções políticas e, obviamente, porque alguns maus exemplos têm sempre mais eco que os bons exemplos.

Aparentemente, quando existe incapacidade de investimento em estruturas de fiscalização, legisla-se. Quando falta coragem política para distinguir os grandes problemas do mundo do trabalho, dos detalhes que apenas existem para facilitar a economia, as empresas e, em muitos dos casos, a dinâmica laboral, legisla-se. Quando não se quer enfrentar os problemas de frente e com uma visão de longo prazo, legisla-se. Mas nós estamos aqui e continuaremos a estar ao lado das empresas, ao lado dos que procuram o primeiro emprego ou uma oportunidade para voltarem ao mercado de trabalho. Estamos aqui para ajudar as empresas e a economia a baterem recordes e os candidatos a encontrarem o seu emprego de sonho.

 

Por: Afonso Carvalho, presidente da APESPE-RH

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